Criptografar informações ou não criptografar: eis a questão

A série Sonic já foi muito prejudicada no passado com problema de vazamentos de games e informações. Quem não se lembra do caso Sonic 4? Segurar um dado na internet parece algo bem difícil, mas é possível evitar com o uso de uma boa tecnologia de criptografia. Nos tempos de hoje cada vez mais se fala abertamente sobre como criptografar seus dados; se vê políticos e empresas degladiando em julgamentos por informações sigilosas que foram extraviadas, e a palavra criptografia está sempre relacionada à segurança das suas informações, mas a tendência do cidadão comum é se distanciar dessa realidade. Será que ela está tão longe de nós assim?

O que é criptografia

A criptografia (kriptos – escondida, graphien – escrita) foi inventada na Grécia antiga com o objetivo de não permitir que mensagens de guerras fossem interceptadas por inimigos, basicamente eram alfabetos trocados numa ordem lógica onde os receptores decodificariam a mensagem entendendo esta mesma lógica.

O primeiro famoso código criptográfico, a cifra de Cézar, consistia apenas em utilizar o mesmo alfabeto romano pulando três casas, criando um texto sem sentido semântico a ser decodificado pelos receptores. Esta tática foi abandonada rapidamente após o código ter sido descoberto.

Criptografia nos tempos atuais

Hoje, num mundo onde dependemos da internet para praticamente todas as trocas de informações em nossas vidas, a criptografia voltou como um grande suporte de segurança para nossas empresas e dados pessoais.

Redes Privadas Virtuais são ferramentas que, usando tecnologias análogas às normas de segurança do governo americano, se armam de distintas formas para gerir e endereçar suas informações de maneira segura ou seja, ela transforma seus dados em dados encriptados, não reconhecíveis, e no final da linha são desencriptados para ser endereçados ao destinatário. Quase como uma brincadeira infantil que não permite que pessoas que não fazem parte do grupo entendam seu linguajar.

Essas redes são chamadas VPNs, redes privadas virtuais em sua tradução direta. Têm a propriedade de criar um fluxo independente e codificado de dados dentro da rede pública de informações. São as VPNs a forma de não deixar óbvia sua senha de banco ou troca de fotos quando usar a internet compartilhada ou mesmo quando se está utilizando um provedor de internet.  A VPN que recomendamos é a ExpressVPN.

Famosos casos de compartilhamento de informações sigilosas

“Você precisa entender que quando são oferecidos serviços gratuitos, você e as suas informações são o pagamento.”

Um dos maiores defensores da criptografia de informações é o Edward Snowden que em suas divulgações de informações do sistema de segurança global da NSA (agência de Segurança Americana) deixou duas coisas muito claras para o mundo: o quanto o governo americano estava monitorando as conversas e mensagens que lhes interessava, quanto da necessidade do mundo se precaver em suas trocas e encriptar suas conversas.

Hoje refugiado na Rússia, Edward Snowden defende os direitos dos jornalistas livres e recomenda proteção aos cidadãos em todos os casos, pois, mesmo sendo cidadãos comuns estamos vendendo informações de consumo e perfis que podem ser facilmente utilizados por empresas e políticos mal intencionados.

As diversas formas de criptografia

Mas, quais são e o quão seguras são as mensagens criptografadas nas redes privadas virtuais? 

Mais de um protocolo é utilizado no compartilhamento de informações nas VPNs. O mais utilizados são AES-256, 3DES, RC AES, TLS Tunneling e SSL, e os algoritmos do modelo criptográfico podem constituir um formato chamado simétrico, onde a mesma chave é utilizada nas duas pontas da comunicação, ou assimétrico, onde se usam códigos diferentes; o primeiro numa rede pública e, para desencriptar em uma rede privada, um código distinto é utilizado.

Criptografando filmes

A indústria cinematográfica está utilizando nos dias atuais, mais que nunca, da criptografia com o intuito, primeiro, de encontrar e combater a pirataria e, mais que isso, garantir que o fluxo de informações e links enviados para as salas de cinema não sejam extraviados no meio do caminho. Por exemplo, a Paramount Pictures, distribuidora do último blockbuster Sonic the Hedgehog coloca chaves na informação de dados (DCP, digital cinema packages) e, além disso os envia aos cinema através de Redes Particulares seguras, evitando assim, que o porco espinho azul, mascote da empresa japonesa  SEGA caia nas redes de compartilhamento gerando prejuízos milionários.

Artigo de colaborador independente da Power Sonic

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2 Responses to Criptografar informações ou não criptografar: eis a questão

  1. Gian disse:

    Eu não sei o que aconteceu com o Sonic 4 =o

    O que rolou?

  2. S.T.K. disse:

    @ Gian
    Questões de muitos vazamentos(informações) antes da hora!

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