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Qual sua opinião sobre o uso de drogas?


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133 respostas neste tópico

#121 Super Solaris

Super Solaris

    Superdimensional lifeform

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Postado 19/07/2015 - 23:59:31

Se minha mãe descobrir que uso farinha ela vai ficar triste. Uma consequencia psicológica. Porém, eu fumo todo dia (E sempre que possível Gudand, que faz mais mal que um cigarro comum, mas o sabor adocicado nos lábios compensa) e bebo quase todo fim de semana, nem que seja ao menos uma latinha de cerveja. Então por que minha mãe vai ficar triste ou irritada se descobrir que eu uso pó? Será por que há um consenso imposto durante anos que cocaína faz mal? Entende? O cigarro e a bebida fazem mais mal que pó.

 

Vá agora num asilo ou num local mais conservador. Alguns pais mais conservadores também podem servir como teste. Acenda um cigarro. Normal, podem vir até outros fumantes do seu lado fumar também. Pegue um baseado e acenda. Vai haver um senso comum que você é um vagabundo, mas olhe que engraçado, o cigarro faz mais mal que a maconha, e apenas ela é rejeitada.

 

A fórmula do Ray funciona se não for radical. Crack, por exemplo. Pode ser facilmente produzido e fumado e se encaixa apenas no 3, mas os efeitos do mesmo que colocam a sociedade em risco (Como a travesti nojenta que espancou a senhora e devia ter apanhado o dobro na cadeia) não compensam. 

 

Cocaína e maconha deveriam ser colocadas ao lado de alcool e cigarro. São drogas não viciantes e, se analisar com outras drogas, "inofensivas". O alcool coloca bem mais a sociedade em risco do que a maconha. E se o cara se viciar em pó, pelamor, além de merecer um tapa por não possuir o mais minimo possivel de autocontrole, não vai ser diferente de um viciado em bebida ou de um fumante.

Pois é, mas e quem tem o poder de decisão sobre o assunto, pensa da mesma forma? Pesa os mesmos atributos? A ambiguidade da três pode abrir brechas tanto para legalizar tudo, quanto para proibir geral. Depende de como a(s) pessoa(s) a decidir(em) interpretar.

Mas a verdade é que cigarro e álcool possuem mais aceitação moral. É verdade que o cigarro perdeu muito espaço e credibilidade, mas ainda assim está à disposição à muito mais tempo do que as outras drogas. Logo já foi aceito e incorporado aos costumes sociais, coisa que outras drogas ainda não conseguiram. Já o álcool... Acho que nem preciso comentar, né?



#122 só Ray mesmo

só Ray mesmo
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Postado 20/07/2015 - 00:35:18

O problema está na ambiguidade da "3". Até que ponto pode ser considerado "fazer mal aos outros"? Apenas problemas físicos? E as consequências psicológicas nos familiares e amigos? Como determinar que a causa-raiz é as drogas? Seriam considerados apenas os problemas diretos ou indiretos?

Geralmente é nesta ambiguidade que aqueles que são contra a legalização se apegam. São critérios muito subjetivos para serem parametrizados.

 

O problema é que essa lógica é uma ladeira escorregadia. Já que há casos comuns de pessoas que causam consequências psicológicas nos familiares e amigos por beberem, fumarem etc., a lógica também se aplica a esses casos. Se eu utilizar esse seu argumento como uma máxima para proibir toda e qualquer ação que potencialmente prejudique alguém direta ou indiretamente, eu eliminarei a bebida, o cigarro, e gradualmente a liberdade dos indivíduos. Bom, eu posso também lhe perguntar: Por que presumir que os familiares/amigos (e o indivíduo causador da desarmonia) não são capazes de lidar com seus próprios problemas? Se eu bebo ou fumo muito, meus amigos e familiares não podem falar comigo sobre isso? Não podemos juntos resolver o meu caso (aliás, amigos e familiares não servem pra isso?)? O Estado não deve intervir em assuntos tão íntimos.

 

Se minha ação prejudica os outros (3), ela deve ser regulada ou proibida (às vezes basta uma regulação, às vezes é necessária a proibição (em casos mais graves), para ao menos amenizar as ocorrências). Essa é a base da "3". Drogas pesadas como cocaína e crack se incluem aqui devido a seus efeitos.

 

Mas se eu sou o agente ativo e passivo de minhas próprias ações (2), então não vejo por que deve haver a proibição. Por exemplo, o cigarro só afeta outras pessoas diretamente se eu fumar perto delas, então ele pode ser regulado nesse sentido. Se beber e dirigir aumenta e muito as chances de acontecerem acidentes, é preciso que haja uma fiscalização para aplicar multas nessas pessoas inconsequentes. No caso de bebidas alcoólicas (que se encaixa na "2"), não faz sentido proibi-las porque nem todos que bebem dirigem, e não podemos responsabilizar alguém por um crime que não veio a cometer. Então bebidas alcoólicas são aceitas, contanto que o sujeito não beba e dirija.

 

Através desse critério, não há problemas em legalizar a maconha, ao meu ver, enquanto outras drogas pesadas (como cocaína, que se não for viciante ao menos deixa a pessoa violenta e "insociável") devem ser proibidas.

 

EDIT:

 

Pensando bem, o Solaris tem razão. Meus critérios são muito esquisitos e não fazem muito sentido.

 

Ok, vamos tentar de novo. Se uma droga tem um potencial muito grande para prejudicar outrem (como cocaína, crack, as drogas mais pesadas em geral), ela deve ser proibida. Se ela tem um potencial pequeno para prejudicar outrem (como álcool e cigarro), ela pode ser regulada.



#123 Alex

Alex
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Postado 20/07/2015 - 00:40:22

Sou usuário de cocaína desde 2012 e estou faz tempo sem usar. Pode me explicar por que antes de ir?

Ou elas não devem ser liberadas por que na sua mentalidade não viciam. Alcool e cigarro não viciam?

 

Então por que existem pessoas que chegam a vender suas próprias coisas pra comprar maconha e cocaína?



#124 Kaleido

Kaleido
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Postado 20/07/2015 - 01:02:08

Então por que existem pessoas que chegam a vender suas próprias coisas pra comprar maconha e cocaína?

 

Maconha? Cocaína realmente é necessário um certo autocontrole, pequeno mas precisa, mas maconha? Há algo na frase que não faz sentido. Se substituirmos maconha e cocaína por crack talvez faça.



#125 Julie

Julie

    Blue Dream

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Postado 20/07/2015 - 01:55:14

O que ferra de legalizar pó, é que ficaria mais facil produzir crack. E na realidade, seria suave legalizar Doce com restrições médicas, porque tem pessoas que não saem da trip nunca, outras a droga corrói o cérebro. Mas com acompanhamento seria completamente inofensivo, já que não é uma droga que vicia.



#126 Super Solaris

Super Solaris

    Superdimensional lifeform

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Postado 20/07/2015 - 13:13:43

O problema é que essa lógica é uma ladeira escorregadia. Já que há casos comuns de pessoas que causam consequências psicológicas nos familiares e amigos por beberem, fumarem etc., a lógica também se aplica a esses casos. Se eu utilizar esse seu argumento como uma máxima para proibir toda e qualquer ação que potencialmente prejudique alguém direta ou indiretamente, eu eliminarei a bebida, o cigarro, e gradualmente a liberdade dos indivíduos. Bom, eu posso também lhe perguntar: Por que presumir que os familiares/amigos (e o indivíduo causador da desarmonia) não são capazes de lidar com seus próprios problemas? Se eu bebo ou fumo muito, meus amigos e familiares não podem falar comigo sobre isso? Não podemos juntos resolver o meu caso (aliás, amigos e familiares não servem pra isso?)? O Estado não deve intervir em assuntos tão íntimos.

EDIT:

 

Pensando bem, o Solaris tem razão. Meus critérios são muito esquisitos e não fazem muito sentido.

 

Ok, vamos tentar de novo. Se uma droga tem um potencial muito grande para prejudicar outrem (como cocaína, crack, as drogas mais pesadas em geral), ela deve ser proibida. Se ela tem um potencial pequeno para prejudicar outrem (como álcool e cigarro), ela pode ser regulada.

Ainda sobra uma questão não resolvida: Como quantificar isto? Como determinar este potencial? Qual seria o limite para uma droga ser legalizada apesar dos efeitos colaterais? Qual seria uma distância segura para outras pessoas não serem afetadas pelo fumando/drogado? Como separar drogas menos prejudiciais das mais prejudiciais?

 



#127 Kaleido

Kaleido
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Postado 07/08/2015 - 23:52:26

O que ferra de legalizar pó, é que ficaria mais facil produzir crack. E na realidade, seria suave legalizar Doce com restrições médicas, porque tem pessoas que não saem da trip nunca, outras a droga corrói o cérebro. Mas com acompanhamento seria completamente inofensivo, já que não é uma droga que vicia.

 

Bom. Considerando que a maioria dos assaltantes assaltam pra comprar o crack (Não maconha e farinha) acho melhor. Legaliza o pó, eles compram e produzem a droga deles mesmos.

 

Só vi pedra uma vez na vida. O cheiro é o mesmo do pó, só que bem mais forte. Meu amigo tinha na mão e eu sentia o cheiro do lado dele. Se o cara quer usar, não vejo por que proibir. Ele compra o pó e faz. O que acontece depois é problema dele.

 

Não sei por que tanto preconceito com pó. Muitos que xingam se experimentassem iam adorar, e tenham certeza, você passa menos vergonha com pó do que com qualquer outra droga.

 

Also: http://g1.globo.com/...-no-dia-13.html

 

Isso me animou. Aliás, se liberasse, a venda de maconha e pó a crise teria uma bela solução. Não seria o fim da crise, mas ajudaria bem.



#128 B. Casais

B. Casais

    Fun is dead.

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Postado 13/08/2015 - 14:57:09

Não sei por que tanto preconceito com pó. Muitos que xingam se experimentassem iam adorar, e tenham certeza, você passa menos vergonha com pó do que com qualquer outra droga.

 

 

Spoiler



#129 Jota Lima

Jota Lima

    Autista extrassensorial

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Postado 24/06/2018 - 16:22:41

Kaleido sequer cigarro de carne fuma.

Proler tbm n fuma nd

#130 ư̴͒̐͋̎̃̽͆̎̑́͆́͋̄̈̏͊̚̕̕͝͠

ư̴͒̐͋̎̃̽͆̎̑́͆́͋̄̈̏͊̚̕̕͝͠

    foda

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Postado 24/06/2018 - 16:29:41

cingarro dá cancer



#131 Jota Lima

Jota Lima

    Autista extrassensorial

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Postado 24/06/2018 - 16:35:04

O HK tem cirrose?

#132 Flame Haze

Flame Haze
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Postado 24/06/2018 - 18:27:07

Prefiro tratar dessa questão de forma mais ampla. Proibir drogas em si é uma medida util, mas também é preconceituosa, pois existem muitas outras coisas que fazem mal a saúde. Alias, o próprio conceito de saúde precisa ser revisto.

 

Proporia que fosse feito uma parceria entre empresas de marketing e o governo para propagar continuamente na televisão e em outros meios, mensagens mostrando saúde não como ausência de doenças, mas como qualidade de vida: só é saudável quem vive com qualidade, e viver com qualidade é viver feliz, mas também saber que não existe felicidade plena, que há momentos de dor, sofrimento, tristeza, mas contanto que sua vida esteja equilibrada nesse sentido, você estará tendo uma vida feliz, pois tudo que é demais faz mal, até felicidade. Com qualidade de vida evita-se muitas doenças, cada vez mais os cientistas descobrem o papel da qualidade de vida nas doenças... Há estudos científicos feitos nos Estados Unidos que mostram que idosos com 6 amigos ou menos morrem mais cedo que idosos com mais amigos, entre outras coisas relacionadas a qualidade de vida.

 

Feito isso, proporia como segundo passo, nova parceria, dessa vez entre biologicistas, nutricionistas, médicos em geral e empresas privadas de alimentos, para uma reflexão mais profunda sobre o tema alimentação, para que se chegue a um consenso sobre quais alimentos são mais nocivos ao homem, e quais são mais saudáveis. Depois, junto a empresas de marketing e o governo, faria uma proposta de promover essas reflexões na sociedade, continuamente para todo sempre. Além disso, aqueles que fossem listados como mais prejudiciais, seriam proibidos no país. 

 

Após um terceiro passo, aí sim faria o mesmo com drogas, mas com um agravante: tem drogas intoxicam até pelo cheiro, logo, mesmo que não sejam tão danosas, necessitariam ser proibidas pelo menos em ambientes com intensa densidade populacional, como areas urbanas movimentadas por exemplo. Já drogas que fizessem muito mal a saude eu acho que deveria se proibir igual aos alimentos e bebidas com mesmo efeito.

 

Sobre o Alcool em si, vivemos numa sociedade sem qualidade de vida, muita gente sente necessidade de consumir alcool pra se sentir a vontade e poder conversar e rir e ficar mais de bem com a vida. Bom, a meu ver essas pessoas precisam de psicologo e não de bebida alcoolica, já que a bebida alcoolica funciona como um paleativo pro momento, mas os problemas continuarão, e vão ser criados outros tambem, mesmo assim, acho que bebidas alcoolicas não devem ser proibidas, mas violência provocada por bebidas alcoólicas deve ser punida com o rigor da lei como uma violência qualquer, ou seja, não deveria haver diminuição da pena apenas por estar bêbado. 



#133 Geovaneeee

Geovaneeee

    ㅤㅤ ㅤ

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  • Locationㅤㅤ ㅤ

Postado 25/06/2018 - 19:47:31

O Kaleido realmente acha que a gente acredita que ele fuma ?
  • Ken curtiu isso

#134 Ashura

Ashura

    Bastardo inglório

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Postado 26/06/2018 - 21:40:49

Quero mais é que usem até ficar lezadões!




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