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Análise: sociedade não se vê em cultura do estupro, mas condena mulher por sexo

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77 respostas neste tópico

#1 Senator Kermit

Senator Kermit

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Postado 09/06/2016 - 15:23:40

 

[color=rgb(51,51,51);font-family:UOLText, arial, verdana, sans-serif;font-size:16px;]O delegado que pergunta para a vítima de estupro se ela tinha o hábito de praticar "sexo em grupo", como ocorreu no [/color]caso da adolescente de 16 anos estuprada[color=rgb(51,51,51);font-family:UOLText, arial, verdana, sans-serif;font-size:16px;] no[/color]Rio de Janeiro[color=rgb(51,51,51);font-family:UOLText, arial, verdana, sans-serif;font-size:16px;], e a pessoa que lê uma notícia de abuso e pensa que a vítima "pediu para isso acontecer" ao tomar determinadas decisões fazem, para a antropóloga Alba Zaluar, parte de uma mesma cultura que culpa a mulher por fazer sexo.[/color]

 

"Quando você pergunta se a pessoa fazia sexo grupal é o mesmo que perguntar: 'você é uma piranha?'", diz Alba, referindo-se à conduta do delegado Alessandro Thiers, titular da DRCI (Delegacia de Repressão aos Crimes de Informação), afastado no domingo (29) da investigação do caso de estupro coletivo. "Tem toda uma condenação moral para as mulheres que dão, o que não existe para os homens", afirma.

Para a filósofa Márcia Tiburi esse tipo de reação institucional faz parte da chamada cultura do estupro, que olha para a vítima como algo menor, postura que acaba sendo corroborada por toda a sociedade. "Alguém que vê uma mulher estuprada e diz 'ah, também, essa aí é uma vagabunda, pediu, olha a roupa que ela estava', etc. lança sobre a vítima, guardando as devidas proporções, o mesmo olhar que o estuprador", diz.

Ela lembra que as pessoas não gostam de associar o estupro a uma cultura estabelecida, pois assim teriam que admitir que também fazem parte dela. "Estão dizendo que é preciso fazer leis ainda mais drásticas, mas as leis no Brasil já são bem drásticas. Por que as pessoas não gostam de falar de cultura do estupro? Porque daí elas também, sendo parte da cultura, vão ser responsabilizadas pelo o que está sendo feito."

Fonte

 

Boy, we just hit rock bottom

 

 

 

[color=rgb(51,51,51);font-family:UOLText, arial, verdana, sans-serif;font-size:16px;]"Quando você pergunta se a pessoa fazia sexo grupal é o mesmo que perguntar: 'você é uma piranha?'"[/color]

 

caralho

 

 

[color=#ffffff;]Será que tem algum membro feminista aqui? HORA PERFEITA DE SABER[/color]



#2 Harmony of Dragons

Harmony of Dragons

    Flaming, y' know...

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Postado 09/06/2016 - 16:01:59

Lolwut.



#3 Tails Doll

Tails Doll
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Postado 10/06/2016 - 20:54:53

Cultura do estupro é algo idiota

É a mesma coisa que eu falar que existe uma cultura do assassinato, afinal, qualquer pessoa é uma assassino em potencial

...

Ou uma cultura da Jequiti

Afinal

Qualquer pessoa é uma vendedora da Jequiti em potencial

*risos*



#4 Senator Kermit

Senator Kermit

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Postado 10/06/2016 - 21:10:10

Cultura do estupro é algo idiota

É a mesma coisa que eu falar que existe uma cultura do assassinato, afinal, qualquer pessoa é uma assassino em potencial

...

Ou uma cultura da Jequiti

Afinal

Qualquer pessoa é uma vendedora da Jequiti em potencial

*risos*

 

A única coisa é que a "cultura do estupro" acredita que só homens podem ser estupradores, e ainda que se eles nunca estupraram, é porquê não tiveram chance ainda.



#5 Thun the Forgotten

Thun the Forgotten

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Postado 10/06/2016 - 22:22:38

Sendo justo, o delegado inicial do caso era um babaca tremendo.



#6 Flame Haze

Flame Haze
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Postado 10/06/2016 - 22:55:26

Minha opinião é que existe sim cultura do estupro. Basta ver as lindas letras que são tocadas nas músicas brasileiras, e não falo só de funk, falo dos forrós, sertanejos e etc, claro que quando se trata de funk é ainda pior, já que quase todos os funks famosos depreciam a mulher, vulgarizam a mulher o máximo que podem. O meu ponto é que que a cultura do estupro surge e se intensifica cada vez mais que essas músicas são tocadas.

 

 

https://www.youtube....h?v=eLLAAGGIkcA

 

https://www.youtube....h?v=MKwJBI5cS8w



#7 Senator Kermit

Senator Kermit

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Postado 10/06/2016 - 23:33:08

Minha opinião é que existe sim cultura do estupro. Basta ver as lindas letras que são tocadas nas músicas brasileiras, e não falo só de funk, falo dos forrós, sertanejos e etc, claro que quando se trata de funk é ainda pior, já que quase todos os funks famosos depreciam a mulher, vulgarizam a mulher o máximo que podem. O meu ponto é que que a cultura do estupro surge e se intensifica cada vez mais que essas músicas são tocadas.

 

Isso não é cultura do estupro, é uma simples objetificação das mulheres, e um exemplo particularmente irônico, porquê quase ninguém reclama deles (Eles tem tentado até colocar o funk como parte do MPB!).

 

E de qualquer jeito, existe também a objetificação do homem, mas ninguém fala que é cultura de estupro pro homem.



#8 Flame Haze

Flame Haze
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Postado 10/06/2016 - 23:44:20

Bom, no meu ponto de vista é sim, pois poderia objetificar as mulheres de inumeras formas (empregada doméstica, princesa que só serve pra ser protegida, o fácil, delicado, o sem graça, a teoria sempre ficam com as mulheres, e por aí vai), mas eles objetificam as mulheres quase sempre de forma sexual. Ao fazer isso, colocam na mente dos indivíduos que a função das mulheres na sociedade é dar o rabo, quem curte esse tipo de letra, gosta de uma sacanagem, e os limites dessas sacanagens vão sendo extrapolados a cada nova música que vai surgindo, é com o tempo, quanto mais você escutar merda, mais você vai passar a achar que a merda é a realidade. Vai negar isso também? 

 

Dificilmente uma pessoa ouve essas músicas porque acha divertido, mas sim ouve essas músicas porque elas criam situações onde o sexo é uma zoeira total, ta tudo liberado e etc



#9 Senator Kermit

Senator Kermit

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Postado 11/06/2016 - 00:49:17

Bom, no meu ponto de vista é sim, pois poderia objetificar as mulheres de inumeras formas (empregada doméstica, princesa que só serve pra ser protegida, o fácil, delicado, o sem graça, a teoria sempre ficam com as mulheres, e por aí vai), mas eles objetificam as mulheres quase sempre de forma sexual. Ao fazer isso, colocam na mente dos indivíduos que a função das mulheres na sociedade é dar o rabo, quem curte esse tipo de letra, gosta de uma sacanagem, e os limites dessas sacanagens vão sendo extrapolados a cada nova música que vai surgindo, é com o tempo, quanto mais você escutar merda, mais você vai passar a achar que a merda é a realidade. Vai negar isso também? 

 

Dificilmente uma pessoa ouve essas músicas porque acha divertido, mas sim ouve essas músicas porque elas criam situações onde o sexo é uma zoeira total, ta tudo liberado e etc

 

Não, peraí amigo, isso é a mesma coisa que falar que Videogames causam violência. É uma idiotice. 

 

Se existisse mesmo uma cultura de estupro, casos dessa maneira não seriam recebidos com violência aos perpretadores desse crime, mas sim com total impunidade, pois a mulher seria considerada culpada nessa cultura.

 

Uma coisa que eu acho interessante no seu argumento é que você foca ele somente nas mulheres. Seu argumento seria bem mais forte se envolvesse os dois sexos, mas eu imagino que você não considere vítimas masculinas de estupro como partes dessa "cultura", certo?

 

Algumas dessas vítimas, pra dar um exemplo, são os homens presos por acusações falsas de estupro. Ou seja, mostra que algumas mulheres se aproveitam dessa situação para foder homens inocentes.

 

E tem mais, só os argumentos dados na noticia já tiram qualquer credibilidade da acusação deles, e fica pior uma vez que você procura mais ainda sobre isso. Me diz, onde perguntar se a pessoa faz sexo grupal equivale 100% das vezes como implicar que a mulher é uma vadia?

 

Provávelmente o único lugar que possuiria uma cultura de estupro seria em lugares como a africa, mas isso não prova nada no seu argumento.

 

Então sim, eu nego o seu argumento, e adiciono ao meu argumento: Existe uma objetificação dos dois sexos, e existem casos de estupro dos dois sexos, mas não existe uma cultura de estupro.



#10 Super Solaris

Super Solaris

    Superdimensional lifeform

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Postado 11/06/2016 - 09:57:05

Bom, no meu ponto de vista é sim, pois poderia objetificar as mulheres de inumeras formas (empregada doméstica, princesa que só serve pra ser protegida, o fácil, delicado, o sem graça, a teoria sempre ficam com as mulheres, e por aí vai), mas eles objetificam as mulheres quase sempre de forma sexual. Ao fazer isso, colocam na mente dos indivíduos que a função das mulheres na sociedade é dar o rabo, quem curte esse tipo de letra, gosta de uma sacanagem, e os limites dessas sacanagens vão sendo extrapolados a cada nova música que vai surgindo, é com o tempo, quanto mais você escutar merda, mais você vai passar a achar que a merda é a realidade. Vai negar isso também?

De novo caindo na armadilha de colocar toda a culpa no objeto ou na ideologia, mas não nos seus praticantes. Porque todo mundo é "inevitávelmente influenciável" e nunca é culpa da pessoa por ter mente fraca e não conseguir se blindar de certas idéia, e que a pessoa é inocente até entrar em contato com estas ideias. Bom, todo mundo aqui sabe que eu sou totalmente contra esta linha de pensamento. E sejamos sinceros: Na grande maioria das vezes este objeto ou ideologia é usado como bode expiatório tanto pelo agressor como pela sociedade. O agressor tenta esconder suas próprias loucuras e doenças por trás de uma suposta "influência inevitável", e a sociedade e a mídia simplesmente transferem a sua própria incompetência e inabilidade de resolver certas questões existenciais.

#11 Marmita TH

Marmita TH

    berimbau

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Postado 11/06/2016 - 12:17:23

Tails Doll e Bolbi Kermitovski   A expressão cultura do estupro é antiga. Hoje aparenta ser uma visão bem restrita, mas na época de sua criação era compreensível(se encaixava no perfil que descreveram). O significado atual do termo é bem mais abrangente hoje em dia. Convido vocês a pesquisarem mais sobre o assunto para evitar essas opiniões equivocadas. Super Solaris  

Influências são evitáveis, o ser que talvez não consiga evitá-las. O que você é hoje é fruto de várias influências do decorrer da sua vida, sejam elas boas ou ruins. O fato de ter tido influências também não é motivo para inocentar ninguém. Matou? Matou. Estuprou? Estuprou. Roubou? Roubou. Então cadeia. (ponto) 

 

O que temos que fazer é reconhecer a existência das raízes dessas influências e tentar eliminá-las para evitar que esses mesmos problemas aconteçam futuramente.



#12 Super Solaris

Super Solaris

    Superdimensional lifeform

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Postado 11/06/2016 - 12:41:11

Influências são evitáveis, o ser que talvez não consiga evitá-las. O que você é hoje é fruto de várias influências do decorrer da sua vida, sejam elas boas ou ruins. O fato de ter tido influências também não é motivo para inocentar ninguém. Matou? Matou. Estuprou? Estuprou. Roubou? Roubou. Então cadeia. (ponto) 

É isto o que eu estava dizendo. Em minha concepção, se uma pessoa é influenciada por algo, é culpa unica e exclusivamente da pessoa que se deixou influenciar, que não teve uma mente forte o suficiente para conseguir distinguir a realidade da ideologia e não teve o bom senso de saber o que poderia ser prejudicial para si e para as pessoas ao seu redor (isto, se se importarem).

 

Ou eles usam esta ideologia como desculpa para suas próprias malezas. :v:

 

O que temos que fazer é reconhecer a existência das raízes dessas influências e tentar eliminá-las para evitar que esses mesmos problemas aconteçam futuramente.

O problema é isto cair no tópico de censura, o que é muito subjetivo e eu não aceito sob qualquer hipótese. Idéias não deveriam per passíveis de punição, mas ações sim. 

Além disso, não adianta censurar sem haver uma prática punitiva para os criminosos. A nossa sociedade sofre com a impunidade generalizada, o que dá uma maior segurança para as pessoas possuírem práticas ilícitas e criminosas sem correrem o risco de sofrerem sanções, o que leva à um maior índice de roubos, sequestros, violência e assassinatos. Enquanto não punirem as ações criminosas, pode haver um zilhão de censuras para todo tipo de ideologia que os níveis de violência só irão aumentar. O Brasil está aí como prova disto. 

 

 


#13 Flame Haze

Flame Haze
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Postado 11/06/2016 - 14:01:45

Não, peraí amigo, isso é a mesma coisa que falar que Videogames causam violência. É uma idiotice. 

 

Se existisse mesmo uma cultura de estupro, casos dessa maneira não seriam recebidos com violência aos perpretadores desse crime, mas sim com total impunidade, pois a mulher seria considerada culpada nessa cultura.

 

Uma coisa que eu acho interessante no seu argumento é que você foca ele somente nas mulheres. Seu argumento seria bem mais forte se envolvesse os dois sexos, mas eu imagino que você não considere vítimas masculinas de estupro como partes dessa "cultura", certo?

 

Algumas dessas vítimas, pra dar um exemplo, são os homens presos por acusações falsas de estupro. Ou seja, mostra que algumas mulheres se aproveitam dessa situação para foder homens inocentes.

 

E tem mais, só os argumentos dados na noticia já tiram qualquer credibilidade da acusação deles, e fica pior uma vez que você procura mais ainda sobre isso. Me diz, onde perguntar se a pessoa faz sexo grupal equivale 100% das vezes como implicar que a mulher é uma vadia?

 

Provávelmente o único lugar que possuiria uma cultura de estupro seria em lugares como a africa, mas isso não prova nada no seu argumento.

 

Então sim, eu nego o seu argumento, e adiciono ao meu argumento: Existe uma objetificação dos dois sexos, e existem casos de estupro dos dois sexos, mas não existe uma cultura de estupro.

 

Cara, eu to bem sem tempo agora, mas se eu tiver um tempo maior depois eu faço mais um comentário. Por hora vou dizer apenas que eu não acho que seja a mesma coisa que o videogame causar violência. Digo isso por 2 motivos, o primeiro é que existem muitos tipos de jogos igualmente apreciados. Mas para facilitar, vamos supor que o game mais apreciado fosse no estilo do GTA, cheio de violência. Então eu te pergunto (e essa pergunta é o segundo motivo): você vê o tempo todo gente jogando GTA, falando sobre GTA? Que eu saiba, GTA é muito, mas MUITO menos popular que o funk (funk vc escuta em todo lugar que você vai), principalmente em comunidades de favela e coisa e tal, logo, nesse caso, o GTA não influencia a mente do indivíduo pois ele vive uma realidade cheia de coisas distintas, onde uma equilibra a outra e mantem ele são. Mas no caso de uma pessoa que vive, que respira funk, como costuma acontecer nessas comunidades, a realidade é diferente. 

 

Por fim, resumindo: eu não to "[color=rgb(40,40,40);font-family:helvetica, arial, sans-serif;]De novo caindo na armadilha de colocar toda a culpa no objeto ou na ideologia, mas não nos seus praticantes." como meu amigo Super Solaris disse, mas sim, eu penso que existe casos específicos onde isso acontece. Quando a educação é tão fraca, quando as pessoas ficam bestializadas a tal ponto, e quando o ambiente em que elas vivem contribuem pra uma determinada conduta, há sim, uma cultura de apreciação a essa conduta.[/color]



#14 Marmita TH

Marmita TH

    berimbau

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Postado 11/06/2016 - 15:17:08

Super Solares Há punição sim! Os presídios brasileiros estão super lotados com todos os tipos de criminosos. As pessoas que recorrem a crimes simples(ladrões de galinhas) ou mesmo a uma vida no tráfico geralmente fazem isso por ganância ou preguiça, já que roubar de terceiros é mais fácil do que correr atrás e conquistar com o próprio suor, mas o maior motivo que leva as pessoas a ter uma vida criminosa é a falta de perspectiva de futuro. Uma pessoa sem perspectiva de futuro está praticamente morta, ela não consegue enxergar absolutamente nada de bom para o seu futuro e para ela tanto faz por sua vida em risco ou a de terceiros. Se você acha que as punições de agora são poucas, eu te digo que punir um criminoso com tortura física e psicológica ainda não seria suficiente para reduzir os índices de criminalidade. Mesmo na época da lei de talião, o velho "olho por olho e dente por dente", as pessoas ainda assim roubavam mesmo sabendo que corriam o risco de serem mutiladas. Penas mais severas também não seriam suficientes para os criminosos de colarinho branco(aqui entra os políticos), gananciosos e preguiçosos, afinal, do que adianta ter uma pena severa se eles ainda poderiam se livrar simplesmente subornando alguém? Para acabar com as ações criminosas seria necessário efetivar as punições(as que temos são suficientes) e aumentar a qualidade de vida garantindo ás pessoas o mínimo de perspectiva de futuro.



#15 Super Solaris

Super Solaris

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Postado 11/06/2016 - 16:18:35

Cara, eu to bem sem tempo agora, mas se eu tiver um tempo maior depois eu faço mais um comentário. Por hora vou dizer apenas que eu não acho que seja a mesma coisa que o videogame causar violência. Digo isso por 2 motivos, o primeiro é que existem muitos tipos de jogos igualmente apreciados. Mas para facilitar, vamos supor que o game mais apreciado fosse no estilo do GTA, cheio de violência. Então eu te pergunto (e essa pergunta é o segundo motivo): você vê o tempo todo gente jogando GTA, falando sobre GTA? Que eu saiba, GTA é muito, mas MUITO menos popular que o funk (funk vc escuta em todo lugar que você vai), principalmente em comunidades de favela e coisa e tal, logo, nesse caso, o GTA não influencia a mente do indivíduo pois ele vive uma realidade cheia de coisas distintas, onde uma equilibra a outra e mantem ele são. Mas no caso de uma pessoa que vive, que respira funk, como costuma acontecer nessas comunidades, a realidade é diferente. 

 

Por fim, resumindo: eu não to "[color=rgb(40,40,40);font-family:helvetica, arial, sans-serif;]De novo caindo na armadilha de colocar toda a culpa no objeto ou na ideologia, mas não nos seus praticantes." como meu amigo Super Solaris disse, mas sim, eu penso que existe casos específicos onde isso acontece. Quando a educação é tão fraca, quando as pessoas ficam bestializadas a tal ponto, e quando o ambiente em que elas vivem contribuem pra uma determinada conduta, há sim, uma cultura de apreciação a essa conduta.[/color]

Aí entra uma questão fundamental: De quem é culpa[color=rgb(40,40,40);font-family:helvetica, arial, sans-serif;] da educação ser tão fraca, das pessoas ficarem bestializadas a tal ponto, de estarem em um mesmo ambiente sob as mesmas perspectivas? O Funk as obrigou a estarem sob esta realidade? A ideologia as obrigou a se instalarem desta forma?[/color]

 

É culpa das próprias pessoas. As pessoas se acomodaram com esta realidade, se acostumaram com "O Brasil é assim então dane-se", [color=rgb(40,40,40);font-family:helvetica, arial, sans-serif;]se acostumaram com o "[/color]Eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim, vou ser sempre assim[color=rgb(40,40,40);font-family:helvetica, arial, sans-serif;]"[/color][color=rgb(40,40,40);font-family:helvetica, arial, sans-serif;]. Se acomodaram pois é mais fácil, é mais garantido. As pessoas tem medo de tentar mudar sua própria realidade, de tentar outras visões pois elas não sabem aonde isso vai dar, e as pessoas tem medo do desconhecido, tem medo de tentar algo diferente e buscar algo melhor pelo risco que há de perderem o que já possuem sem ter nada em troca, tem medo do esforço físico e mental que buscar a mudança pode trazer. É mais fácil e menos desgastante viver com a mente fraca e depois distribuir a culpa de seus próprios atos na sociedade e nas ideologias, se eximindo delas, do que tomar posições e buscar mudanças.[/color]

 

É o povo brasileiro que não briga mais por melhores condições de vida e educação, que não busca mudar a si e a mudar de lugar aonde moram para experimentar novos estilos de vida. Se uma pessoa vive e respira o ar de uma comunidade, é da própria escolha dela viver assim, para ela está bom. Os nordestinos que vieram para o Sul e Sudeste são exemplos de pessoas que buscaram tentar novas vidas mesmo não tendo nada por onde começar. É verdade que muitos deles não conseguiram muita melhoria e acabaram se desiludindo e se acomodando, mas aqueles que mantiveram a determinação e a perseverança colheram bons frutos de suas escolhas e mudanças. A mesma coisa com os imigrantes italianos e japoneses.

 

[color=rgb(40,40,40);font-family:helvetica, arial, sans-serif;]Sabe aquele ditado "Vale mais um pássaro na mão do que dois voando"? Pois bem, vivemos assim. E enquanto as pessoas não se empenharem em buscar melhores condições de vida e educação, mesmo que tenham que se mudar para isto, e apenas ficarem na TV xingando os políticos e a corrupção, nada vai mudar. E continuaremos nos esquivando de nossos próprios erros.[/color]

 

Há punição sim! Os presídios brasileiros estão super lotados com todos os tipos de criminosos. As pessoas que recorrem a crimes simples(ladrões de galinhas) ou mesmo a uma vida no tráfico geralmente fazem isso por ganância ou preguiça, já que roubar de terceiros é mais fácil do que correr atrás e conquistar com o próprio suor, mas o maior motivo que leva as pessoas a ter uma vida criminosa é a falta de perspectiva de futuro. Uma pessoa sem perspectiva de futuro está praticamente morta, ela não consegue enxergar absolutamente nada de bom para o seu futuro e para ela tanto faz por sua vida em risco ou a de terceiros. Se você acha que as punições de agora são poucas, eu te digo que punir um criminoso com tortura física e psicológica ainda não seria suficiente para reduzir os índices de criminalidade. Mesmo na época da lei de talião, o velho "olho por olho e dente por dente", as pessoas ainda assim roubavam mesmo sabendo que corriam o risco de serem mutiladas. Penas mais severas também não seriam suficientes para os criminosos de colarinho branco(aqui entra os políticos), gananciosos e preguiçosos, afinal, do que adianta ter uma pena severa se eles ainda poderiam se livrar simplesmente subornando alguém? Para acabar com as ações criminosas seria necessário efetivar as punições(as que temos são suficientes) e aumentar a qualidade de vida garantindo ás pessoas o mínimo de perspectiva de futuro.

Não disse com relação ao teor das punições, mas sim devido ao enorme número de casos não resolvidos e pessoas que ficam sem pagar pelos crimes. Agora vem uma questão: Os presídios estão super-lotados pois:

1) A nossa justiça é eficiente?

2) Há um excesso de pessoas criminosas e desonestas no país?

3) Há uma falta de infraestrututa e pessoal capacitado para garantir nossa segurança?

 

Para mim está claro e cristalino que as corretas são a opções 2 e 3. Há uma falta de presídios e outros sistemas carcereiros que levam a esta realidade (São Paulo era para ter o triplo de presídios que possui atualmente), além da lenta, incapacitada e burocrática justiça brasileira, que faz com que criminosos passem anos e anos foragidos e processos fiquem emperrados por décadas.

 

Além disso, a cultura da sociedade brasileira, de exaltar a malandragem, do "jeitinho", do esperto e da individualidade mesmo prejudicando o outro propicia esta linha de pensamento de que o crime compensa. Mas é a cultura a culpada disso? Claro que não, afinal são as pessoas que criam as culturas e é a sociedade que escolhe viver sob tais fundamentos. O Brasil como um todo escolheu este caminho da esperteza e da desonestidade, e pagamos o pato por isso.

 

E também tem a mídia nacional, que exalta os relatos dos casos de corrupção, assassinato e outros crimes que ficam impunes mas pouco noticia os casos resolvidos pois o primeiro dá mais IBOPE, o que passa ao seu consumidor a impressão de que o país vive em clima de medo e insegurança, e que o crime compensa pela impunidade, mesmo para quem comete delitos à céu aberto ou até mesmo na fuça da polícia.

 

Se há uma falta de [color=rgb(40,40,40);font-family:helvetica, arial, sans-serif;]perspectiva de futuro, se ela não consegue enxergar absolutamente nada de bom para o seu futuro e não busca mudar esta realidade, é culpa da própria pessoa que não teve determinação o suficiente para buscar a felicidade em outros locais, e se acomodou, desistiu.[/color]

 

Cara, eu to bem sem tempo agora, mas se eu tiver um tempo maior depois eu faço mais um comentário. Por hora vou dizer apenas que eu não acho que seja a mesma coisa que o videogame causar violência. Digo isso por 2 motivos, o primeiro é que existem muitos tipos de jogos igualmente apreciados. Mas para facilitar, vamos supor que o game mais apreciado fosse no estilo do GTA, cheio de violência. Então eu te pergunto (e essa pergunta é o segundo motivo): você vê o tempo todo gente jogando GTA, falando sobre GTA? Que eu saiba, GTA é muito, mas MUITO menos popular que o funk (funk vc escuta em todo lugar que você vai), principalmente em comunidades de favela e coisa e tal, logo, nesse caso, o GTA não influencia a mente do indivíduo pois ele vive uma realidade cheia de coisas distintas, onde uma equilibra a outra e mantem ele são. Mas no caso de uma pessoa que vive, que respira funk, como costuma acontecer nessas comunidades, a realidade é diferente. 

 

Por fim, resumindo: eu não to "[color=rgb(40,40,40);font-family:helvetica, arial, sans-serif;]De novo caindo na armadilha de colocar toda a culpa no objeto ou na ideologia, mas não nos seus praticantes." como meu amigo Super Solaris disse, mas sim, eu penso que existe casos específicos onde isso acontece. Quando a educação é tão fraca, quando as pessoas ficam bestializadas a tal ponto, e quando o ambiente em que elas vivem contribuem pra uma determinada conduta, há sim, uma cultura de apreciação a essa conduta.[/color]

Aí entra uma questão fundamental: De quem é culpa[color=rgb(40,40,40);font-family:helvetica, arial, sans-serif;] da educação ser tão fraca, das pessoas ficarem bestializadas a tal ponto, de estarem em um mesmo ambiente sob as mesmas perspectivas? O Funk as obrigou a estarem sob esta realidade? A ideologia as obrigou a se instalarem desta forma?[/color]

 

É culpa das próprias pessoas. As pessoas se acomodaram com esta realidade, se acostumaram com "O Brasil é assim então dane-se". Se acomodaram pois é mais fácil, é mais garantido. As pessoas tem medo de tentar mudar sua própria realidade, de tentar outras visões pois elas não sabem aonde isso vai dar, e as pessoas tem medo do desconhecido, tem medo de tentar algo diferente e buscar algo melhor pelo risco que há de perderem o que já possuem sem ter nada em troca. É mais fácil viver com a mente fraca e depois distribuir a culpa de seus próprios atos na sociedade e nas ideologias, se eximindo delas, do que tomar posições e buscar mudanças.

 

É o povo brasileiro que não briga mais por melhores condições de vida e educação, que não busca mudar a si e a mudar de lugar aonde moram para experimentar novos estilos de vida. Se uma pessoa vive e respira o ar de uma comunidade, é da própria escolha dela viver assim, para ela está bom. Os nordestinos que vieram para o Sul e Sudeste são exemplos de pessoas que buscaram tentar novas vidas mesmo não tendo nada por onde começar. É verdade que muitos deles não conseguiram muita melhoria e acabaram se desiludindo e se acomodando, mas aqueles que mantiveram a determinação e a perseverança colheram bons frutos de suas escolhas e mudanças. A mesma coisa com os imigrantes italianos e japoneses.

 

[color=rgb(40,40,40);font-family:helvetica, arial, sans-serif;]Sabe aquele ditado "Vale mais um pássaro na mão do que dois voando"? Pois bem, vivemos assim. E enquanto as pessoas não se empenharem em buscar melhores condições de vida e educação, mesmo que tenham que se mudar para isto, e apenas ficarem na TV xingando os políticos e a corrupção, nada vai mudar. E continuaremos nos esquivando de nossos próprios erros.[/color]



#16 Flame Haze

Flame Haze
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Postado 11/06/2016 - 17:32:21

Super Solaris, me desculpa por não responder você como você merece, vou falar bem rápido também, eu respeito pra caramba seu ponto de vista, só tem uma coisa que eu acho que ou você não pensou, ou você desconsidera, ou outra coisa, mas eu ja vou saber qual é a resposta assim que você me responder. É a seguinte: todo ser humano já nasce tendo senso crítico ou isso é ensinado por alguém? Ou você acha que um ser humano não precisa de senso crítico pra escolher seu proprio caminho, pensar com sua propria cabeça? 



#17 Super Solaris

Super Solaris

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Postado 11/06/2016 - 17:55:45

É a seguinte: todo ser humano já nasce tendo senso crítico ou isso é ensinado por alguém? Ou você acha que um ser humano não precisa de senso crítico pra escolher seu proprio caminho, pensar com sua propria cabeça? 

Isto ela aprende por suas próprias experiências físicas e psicológicas que esta tem ao longo de sua vida. O início pode ser dado por influências de seus pais, parentes, professores e pessoas ao seu redor, mas no momento que cada um cresce, amadurece e se desenvolve como ser, a pessoa passa a ter a capacidade própria de aprender e escolher as ideologias e fundamentos que lhes nortearão a vida, mesmo que isto implique em descartar tudo o que aprendeu em sua infância.

 

Cada um tem seu próprio senso crítico, que está em contínuo processo de mudança e desenvolvimento, processo este que vai até a hora da morte do indivíduo. Mas a partir do momento que o ser passa a ter a capacidade de discernir o certo do errado, passa a ter sua própria moralidade e ética e passa a ter a capacidade de enxergar a realidade e diferenciar da ficção, a pessoa tem como obrigação própria desenvolver suas próprias linhas de raciocínio e senso crítico.



#18 Marmita TH

Marmita TH

    berimbau

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Postado 11/06/2016 - 18:19:47

Super Solares O número elevado de crimes não resolvidos não é exclusividade do nosso país. Além do que você citou, os presídios também estão lotados de pessoas que já pagaram as penas e ficam esquecidas lá dentro, estrapolando um mês ou mais de prisão e obviamente gerando gastos desnecessários. O atual sistema carcerário brasileiro está sucateado e essencialmente errado. Se existe uma cultura esperasse que a maioria das pessoas dessa comunidade apenas sigam a inércia. É óbvio que a cultura tem sua parcela de culpa e devemos fazer tudo que for possível para intervir. Não entendi seu ponto com a mídia. Todas as matérias que saem na hora não são de crimes solucionados, são crimes recentes e os mais importantes são acompanhados até terem um desfecho ou serem esquecidos. É assim em todo lugar do mundo, tanto é que a maioria dos jornais daqui, principalmente esses policiais, são copias de programas famosos do resto do mundo. A perspectiva individual não é uma questão de escolha. Depende do ambiente em que você nasce, uma pessoa que nasce na África vai ter uma vida bem diferente de uma que nasce no Canadá. Por mais que o africano se esforce ele está restrito à sua realidade. Wow... sua resposta ao Flame Haze está fundamentalmente errada. O funk é só uma ilustração da realidade em que essas pessoas vivem, promiscuidade, pobreza, tráfico, drogas. Falar dos nordestinos que vieram procurar uma vida melhor como exemplo para as pessoas da favela não faz o menor sentido. Pesquise sobre a origem das favelas, são pessoas que vieram da zona rural buscando vida melhor na zona urbana e não encontraram. Hoje em dia as favelas crescem porque as pessoas não tem outra opção de moradia, ninguém vai morar na favela porque quer, não faz o menor sentido. O povo briga o tempo todo por melhorias, mas a subida é longa e o chão é de pedra, são coisas que conquistamos aos poucos.

#19 Super Solaris

Super Solaris

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Postado 11/06/2016 - 19:28:01

 Se existe uma cultura esperasse que a maioria das pessoas dessa comunidade apenas sigam a inércia. É óbvio que a cultura tem sua parcela de culpa e devemos fazer tudo que for possível para intervir.

Errado, culturas e ideologias possuem nenhuma, repito, nenhuma culpa sobre isso. Quem criam as culturas e ideologias são as pessoas, e são as pessoas que as escolhem seguir ou não. Culturas e ideologias não são entes físicos que entram forçadamente em sua cabeça e modificam inevitavelmente sua forma de pensar, ou que tentam constantemente persuadir as pessoas. São as pessoas que escolhem aceitá-las ou não. Seguir a inércia é comodismo, e usar a cultura como culpada por isso é tentar esconder sua própria incompetência e/ou preguiça.

 

Não entendi seu ponto com a mídia. Todas as matérias que saem na hora não são de crimes solucionados, são crimes recentes e os mais importantes são acompanhados até terem um desfecho ou serem esquecidos. É assim em todo lugar do mundo, tanto é que a maioria dos jornais daqui, principalmente esses policiais, são copias de programas famosos do resto do mundo.

Não necessariamente, pois temos vários casos de anos, décadas sem solução que vira e mexe são relembrados pela mídia, mas raramente vemos casos emblemáticos resolvidos sendo relembrados. Além disso, a maioria dos jornais omite boa parte dos casos recentes que foram resolvidos para colocar em maioria casos recentes ainda pendentes. Tragédia dá mais audiência que sucesso.

 

É um tanto diferente de lá fora, que tende a dar um espaço mais igualitário à ambos os casos.

 

A perspectiva individual não é uma questão de escolha. Depende do ambiente em que você nasce, uma pessoa que nasce na África vai ter uma vida bem diferente de uma que nasce no Canadá. Por mais que o africano se esforce ele está restrito à sua realidade.

Não é verdade, pois se fosse não teríamos casos de pessoas que deixaram de morar na rua para se tornar empresários de grande sucesso e vice-versa. É claro que estes casos são exceções e muitas vezes dependem de outros fatores que estão além de esforço e determinação, mas nada irá mudar se a pessoa não começar a mudança, não agir, ficar na inércia. E muitas vezes, agir significa buscar outro lugar para viver, buscar outra realidade, outras perspectivas, mesmo que você tenha que começar do nada e sair sem nada de aonde estava.

 

Mas para isto, tem que agir, se mexer. Nada vem de graça.

 

Wow... sua resposta ao Flame Haze está fundamentalmente errada. O funk é só uma ilustração da realidade em que essas pessoas vivem, promiscuidade, pobreza, tráfico, drogas.

Sim, mas não é o Funk quem causou a promiscuidade, pobreza, tráfico, drogas e outras malezas neste local, não é quem causa agora e nem causará. São as pessoas que vivem neste local que levam a esta realidade. Eles não se movem para mudar a realidade cultural da onde vivem.

 

Falar dos nordestinos que vieram procurar uma vida melhor como exemplo para as pessoas da favela não faz o menor sentido. Pesquise sobre a origem das favelas, são pessoas que vieram da zona rural buscando vida melhor na zona urbana e não encontraram.

Você fala como se todo nordestino que veio para o Sul e Sudeste tivesse dado errado. Casimiro Montenegro, José de Alencar, Gilberto Gil, José Ermírio de Moraes. A mesma coisa para os Imigrantes, como os Matarazzo e afins.

 

Se se mudou e não deu certo, paciência, nem sempre a a primeira tentativa será aquela vai dar certo. Agora, só porque deu errado na primeira a pessoa já desiste e passa a viver no comodismo? Ai fica fácil jogar a culpa na vida  e na cultura, quando sua determinação se esvai desta forma.

Imagem Postada

Se não deu certo, se mude de novo. Tente ir para o Centro-Oeste, Norte, para outro pais, mas tente algo. É cansativo? É! É desgastante? Com certeza! Mas nada na vida vem fácil.

 

Hoje em dia as favelas crescem porque as pessoas não tem outra opção de moradia, ninguém vai morar na favela porque quer, não faz o menor sentido. 

Não?

Imagem Postada

Fonte: G1.com

Sabe... [color=rgb(40,40,40);font-family:helvetica, arial, sans-serif;]"[/color]Eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim, vou ser sempre assim".

 

 O povo briga o tempo todo por melhorias, mas a subida é longa e o chão é de pedra, são coisas que conquistamos aos poucos.

Mais ou menos. Do movimento cara pintada até a Copa do Mundo passamos por quase 20 anos em completa e total inércia, só agora estamos começando a nos movimentar. Mas ainda falta muito, pois principalmente no campo político ainda estamos no continuismo ao invés de tentar novas caras e na parte social ainda exaltamos o malandro, o desonesto. Mas como você disse, [color=rgb(40,40,40);font-family:helvetica, arial, sans-serif;]a subida é longa e o chão é de pedra, são coisas que conquistamos aos poucos. O importante é ser preseverante e não parar.[/color]



#20 Jota Lima

Jota Lima

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Postado 11/06/2016 - 23:03:04

Cultura de estrupo=Cultura de favela=Cultura de funkero



#21 Marmita TH

Marmita TH

    berimbau

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Postado 11/06/2016 - 23:31:11

Super Solares Suspiro* O que nos somos, o que comemos, o que vestimos e como agimos de modo geral é fruto dos nossos costumes. Ninguém escolheu isso, já nascemos e crescemos aqui. Começamos a ser moldados antes mesmo de ter qualquer capacidade de dissernimento. As pessoas são frutos do meio em que vivem. Vou repetir mais uma vez, o fato da cultura ter uma parcela da culpa não anula o fato de que o indivíduo também é culpado por suas atitudes. Vale ressaltar que a falta de perspectiva de futuro afeta principalmente as criaças. Parece que você não conhece muito bem a mídia lá de fora. Iludir as pessoas com exceções não é a melhor saída, mas partindo desse pressuposto, você é um acomodado! Há tantos casos de jovens contribuindo para a sociedade e você fica debatendo em um fórum de sonic só seguindo a inércia. Você tem que tentar outra perspectiva, já existiram muitos milionários da sua idade. Você chegou até aqui e ainda não é um rico porque você desistiu cedo, lastimável. Não é tão simples quanto falar, né? Eu não disse que o funk causa isso, ele é criado por quem vive essa realidade. "Eles não se movem..." O que é exatamente que você espera ou quer que eles façam? Tiveram os que conseguiram algo, mas a maioria deu errado. Não se baseie em exceções, como eu disse anteriormente, não é tão simples como parece. Se não tiver uma boa formação academica não adianta sair vagando por aí nesse estilo de vida nômade, seria impossível conseguir qualquer coisa em qualquer lugar do mundo. Ninguém escolhe a favela por opção, ou foi para lá por não ter condições ou já nasceu lá. Não é uma opção morar em outro bairro, eles só têm o mínimo de orgulho e zelo pelo lugar que sobrou. Putz, quase todo mês tem algum tipo de mobilização em algum lugar do brasil e por alguma causa. Não é porque o Brasil todo não está se mobilizando que ninguém mais está. Para se manifestar contra problemas municipais não precisa de uma mobilização nacional.
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#22 Super Solaris

Super Solaris

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Postado 12/06/2016 - 01:31:44

O que nos somos, o que comemos, o que vestimos e como agimos de modo geral é fruto dos nossos costumes. Ninguém escolheu isso, já nascemos e crescemos aqui. Começamos a ser moldados antes mesmo de ter qualquer capacidade de dissernimento. As pessoas são frutos do meio em que vivem. Vou repetir mais uma vez, o fato da cultura ter uma parcela da culpa não anula o fato de que o indivíduo também é culpado por suas atitudes. Vale ressaltar que a falta de perspectiva de futuro afeta principalmente as criaças.

Pessoas mudam, mentalidades mudam. É verdade que a grande maioria das pessoas continuam se mantendo dentro de sua própria cultura pois isto lhes convém, e isto não é errado muito pelo contrário, mas existem sim àqueles que simplesmente abandonaram tudo em que acreditavam para tentar uma realidade nova que lhes pudessem trazer mais felicidade, ou um propósito de vida. Culturas e ideologias não tem culpa, se a pessoa que passou a ter capacidade de discernimento não consegue rever seus conceitos e descartar àquilo que possa causar danos a si e aos próximos, é porque ela é influenciável e/ou de mente fraca, e é de responsabilidade de cada um trabalhar para fortalecer a sua parte mental e psicológica a fim de se evitar erros e delitos.

 

Iludir as pessoas com exceções não é a melhor saída, mas partindo desse pressuposto, você é um acomodado! Há tantos casos de jovens contribuindo para a sociedade e você fica debatendo em um fórum de sonic só seguindo a inércia. Você tem que tentar outra perspectiva, já existiram muitos milionários da sua idade. Você chegou até aqui e ainda não é um rico porque você desistiu cedo, lastimável. 

Eu sou um acomodado, afinal eu não preciso mudar muita coisa na minha realidade pois estou bastante satisfeito atualmente, apesar que já tive a chance de mudar de estado mas não fui porque minha família decidiu ficar.

Nunca disse que as pessoas são obrigadas a mudar isso, mas é fato que se elas não estiverem satisfeitas com sua situação, continuar vivendo exatamente no mesmo ambiente sem se mover para mudar algo não vai ajudar em nada.

 

Não é tão simples quanto falar, né?

Err...

Mas para isto, tem que agir, se mexer. Nada vem de graça.

 

[...]

 

 

Se não deu certo, se mude de novo. Tente ir para o Centro-Oeste, Norte, para outro pais, mas tente algo. É cansativo? É! É desgastante? Com certeza! Mas nada na vida vem fácil.

 

 

Eu não disse que o funk causa isso, ele é criado por quem vive essa realidade.

Não foi você mesmo, foi o Flame Haze quem falou. Você que meteu o bedelho na discussão.

 

"Eles não se movem..." O que é exatamente que você espera ou quer que eles façam?

Nada. Só espero que a sociedade e a mídia parem de transferir a culpa das ações de pessoas para ideologias ou objetos inanimados. Temos que parar com comentários como "Videogames causam violência", ou "Funk causa estupro e prostituição", ou "jogos de azar são maléficos", e comentários assim. Videogames não agridem ou matam, Funk não estupra e ambos não possuem o corpo das pessoas para que tenham tais atitudes. Se as pessoas tem estas ações, é porque elas já estavam propensas à estas atitudes e encontraram neles formas de justificar suas malezas, e a sociedade de esconder seus próprio problemas.

É que nem o caso do marido traído pela esposa no sofá da sala, que resolve se livrar do sofá para resolver a situação. Qual foi a culpa do sofá nesse caso? Como se livrar do sofá  vai resolver a situação? O que impediria a esposa de ter traído o marido em outro local na falta do sofá? Vale a reflexão.

 

Temos que parar para olhar o estado de nossa sociedade, que está insegura, corrupta e violenta, independente da cultura, localidade ou posição social. O pior de tudo: O homicídio está praticamente banalizado na nossa sociedade, hoje a violência passou a ser o método preferido das pessoas para resolver seus problemas.

 

Tiveram os que conseguiram algo, mas a maioria deu errado. Não se baseie em exceções, como eu disse anteriormente, não é tão simples como parece.

Estas exceções tem que serem tomados como exemplos de que, com força de vontade e determinação, todo objetivo é passível de ser alcançado. Afinal, só saberemos se você é uma exceção ou não se você tentar. Se não tentar, nunca saberemos. 

 

Se não tiver uma boa formação academica não adianta sair vagando por aí nesse estilo de vida nômade, seria impossível conseguir qualquer coisa em qualquer lugar do mundo.

Se não tiver formação acadêmica, busque. Nunca ouviu falar do gari que conseguiu passar no vestibular e está agora cursando medicina? Você pode ser o próximo se quiser e se esforçar. Ou tente a vida de atleta, busque capacitação em algo. Nada disso cai no seu colo.

 

Meu amigo Lucas tem um primo que morava em Itapevi e ele sempre quis conhecer a Nova Zelândia. Estava insatisfeito com a vida e sem perspectiva, acumulando dívidas. Então em 2009, ele juntou a grana que tinha e se mudou para Wellington, gastando tudo com a passagem. Não sabia inglês e não tinha dinheiro para se manter, o que fez ele morar nas ruas de lá por mais de 1 ano e meio. Mas na raça e na determinação, ele aprendeu inglês, encontrou um local para morar e trabalhar, e hoje em dia ele tem sua própria casa, família e carro de luxo, administrando uma rede de restaurantes de lá.

Ele é uma exceção? Certamente, mas também é um exemplo. Um exemplo de que é possível mudar se quiser e procurar. A maioria vai falhar, mas só pode ter sucesso quem tenta.

 

Ninguém escolhe a favela por opção, ou foi para lá por não ter condições ou já nasceu lá. Não é uma opção morar em outro bairro, eles só têm o mínimo de orgulho e zelo pelo lugar que sobrou.

Você está ignorando o poder de comodismo que o ambiente local e o apego familiar podem ter sobre uma pessoa.

 

Veja o caso do jogador de futebol Adriano. Super talentoso, teve sucesso aonde jogou e foi jogar na Itália. Mas nunca se manteve muito tempo longe do Rio de Janeiro pois sempre sentia falta da Vila Cruzeiro, lugar aonde nasceu e viveu grande parte de sua vida. Mesmo com todo o dinheiro que ganhou, ele sempre estava na favela ao lado de sua família e amigos, muitos deles traficantes, curtindo o ambiente local ao qual se sente bem. Ele é apegado à comunidade e vive por lá até hoje, e não pretende sair de lá mesmo tendo propostas multimilionárias por todo lado.

 

As pessoas tem apego ao local aonde vivem. Se acomodam com o ambiente local, se acostuma com a rotina de onde vivem, se apegam às pessoas ao seu redor. Se sentem seguras e não sentem a necessidade de mudar, mesmo quando a situação piora. A mesma coisa aqui em casa: Meu pai está à mais de 4 anos desempregado, nosso orçamento foi bastante enxugado. Então à alguns meses meu pai recebeu uma proposta de ser gerente de uma empresa à mais de 400 km de distância de onde moramos atualmente, mas minha mãe e irmã não quiseram ir pois vivemos na cidade por quase 15 anos, temos uma história de vida por aqui, temos amigos e família por perto, praticamente conhecemos a cidade como a palma de nossas mãos, estamos bastante acostumados com a rotina e ritmo da cidade e elas não quiseram trocar isso por uma nova perspectiva. Foi o comodismo que nos levou à esta escolha.

 

Putz, quase todo mês tem algum tipo de mobilização em algum lugar do brasil e por alguma causa. Não é porque o Brasil todo não está se mobilizando que ninguém mais está. Para se manifestar contra problemas municipais não precisa de uma mobilização nacional.

Se mobilizar não é somente fazer protesto ou paralisações, mas também implica em mudar suas próprias atitudes. Sabe, passar a ser mais cordial, educado, evitar furar fila quando ver a oportunidade, dar espaço para pessoas com necessidade especiais poderem se acomodar quando não tiverem outro espaço disponível, devolver o pertence à pessoa que perdeu quando souber quem esta é, etc. Pequenas atitudes que podem moldar o futuro. Devagar se vai ao longe.

Mudar também quem nos representa, e parar de se esconder na desculpa de que "Todo político é corrupto, bandido, então tanto faz, vamos manter o que já conhecemos". É pensando assim que os Collor, Maluf, Mercadante, Suplicy e Panuzzio da vida se perpetuam no poder, e nada muda.  



#23 Flame Haze

Flame Haze
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Postado 12/06/2016 - 03:34:13

Isto ela aprende por suas próprias experiências físicas e psicológicas que esta tem ao longo de sua vida. O início pode ser dado por influências de seus pais, parentes, professores e pessoas ao seu redor, mas no momento que cada um cresce, amadurece e se desenvolve como ser, a pessoa passa a ter a capacidade própria de aprender e escolher as ideologias e fundamentos que lhes nortearão a vida, mesmo que isto implique em descartar tudo o que aprendeu em sua infância.

 

Cada um tem seu próprio senso crítico, que está em contínuo processo de mudança e desenvolvimento, processo este que vai até a hora da morte do indivíduo. Mas a partir do momento que o ser passa a ter a capacidade de discernir o certo do errado, passa a ter sua própria moralidade e ética e passa a ter a capacidade de enxergar a realidade e diferenciar da ficção, a pessoa tem como obrigação própria desenvolver suas próprias linhas de raciocínio e senso crítico.

 

Temos opiniões divergentes a respeito do conceito de ''senso crítico''.Creio que seja por isso que temos pensamentos distintos em relação ao assunto do tópico.

 

Bom, pelo que aprendi: "MODO MACACO LOCO ON" - senso crítico é a capacidade que um indivíduo tem de questionar e analisar alguma coisa de forma racional e inteligente, ou seja, não concordo com isso que você disse que "cada um tem seu próprio senso crítico", visto que no meu ponto de vista ele é uma coisa só, isto é, há coisas que são boas e há coisas que são ruins, e se você não tem capacidade de perceber o que é bom e o que é ruim você na verdade não tem senso crítico, pois notar e depois escolher coisas boas é uma atitude racional e inteligente, isto é, ou você possui essa capacidade de questionar e analisar as coisas de forma racional e inteligente, ou você não possui... não tem essa de ''escolher ideologias'', isso de ''escolher'' é só ''escolher'', agora, escolher o melhor, escolher o que é certo, isso sim é ter senso crítico, isto é, se você não possui essa capacidade de perceber e escolher o que é bom, você não tem senso crítico, porque é isso que senso crítico é. -  Ou seja, na minha idéia, essas pessoas não tem a menor capacidade de analisar alguma coisa de forma racional e inteligente pois estão bestializadas, e estão bestializadas porque não receberam educação, e na educação que deveriam receber a primeira coisa que deveriam aprender é a questionar e analisar as coisas de forma racional e inteligente, ou seja, ter senso crítico (pois para mim senso crítico é isso), como eles não aprendem isso nunca (ou com raríssimas exceções aprendem isso tarde demais) dá no que dá, ou seja, se acomodam, não tentam mudar sua própria realidade pois possuem uma visão torpe dela (já que não possuem senso crítico), elas se quer tem idéia de que possuem mente fraca (já que não possuem senso crítico), aliás, se você pegar 100 funkeiros dessas comunidades e pedir pra ler isso que to escrevendo, maior parte não vai entender direito o que eu estou escrevendo, e mesmo que você explique pro cara, ele vai continuar sem entender, mas vai pagar de bom XD porque a alienação é forte demais... (sei que to escrevendo que nem o Macaco Louco) Concordo que se uma pessoa vive e respira o ar de uma comunidade, na maioria das vezes é da propria escolha dela viver assim, para ela está bom (pois não possui a capacidade de questionar e analisar alguma coisa de forma racional e inteligente, ou seja, não possui senso crítico XD) e assim por diante com seus belos exemplos (sem sarcasmo, foram belos exemplos mesmo) "MODO MACACO LOCO OFF" XD 

 

 

Escrevi só pra deixar registrado.



#24 Flame Haze

Flame Haze
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Postado 12/06/2016 - 04:23:27

Se existisse mesmo uma cultura de estupro, casos dessa maneira não seriam recebidos com violência aos perpretadores desse crime, mas sim com total impunidade, pois a mulher seria considerada culpada nessa cultura.

 

Uma coisa que eu acho interessante no seu argumento é que você foca ele somente nas mulheres. Seu argumento seria bem mais forte se envolvesse os dois sexos, mas eu imagino que você não considere vítimas masculinas de estupro como partes dessa "cultura", certo?

 

Algumas dessas vítimas, pra dar um exemplo, são os homens presos por acusações falsas de estupro. Ou seja, mostra que algumas mulheres se aproveitam dessa situação para foder homens inocentes.

 

E tem mais, só os argumentos dados na noticia já tiram qualquer credibilidade da acusação deles, e fica pior uma vez que você procura mais ainda sobre isso. Me diz, onde perguntar se a pessoa faz sexo grupal equivale 100% das vezes como implicar que a mulher é uma vadia?

 

Provávelmente o único lugar que possuiria uma cultura de estupro seria em lugares como a africa, mas isso não prova nada no seu argumento.

 

Então sim, eu nego o seu argumento, e adiciono ao meu argumento: Existe uma objetificação dos dois sexos, e existem casos de estupro dos dois sexos, mas não existe uma cultura de estupro.

 

Vamos lá. 

 

Pelo que observo, tem uma grande parcela da população que num primeiro momento fica furiosa e talz, como toda pessoa de bem, porém num segundo momento sempre questiona se a vítima foi vítima mesmo, até mesmo no caso da moça que foi estuprada por 30 homens houveram comentários de que ela era dadeira, gostava de orgias, tirava fotos com armas, voltou a cena do crime no dia seguinte pra cobrar o celular dela que foi roubado, que na verdade não teve orgia nenhuma e sim que ela deu por vontade própria pra um amigo do namorado, etc, etc etc, li uma porção de coisas... E quer saber a minha opinião? Mesmo que isso tudo seja verdade, ela ainda foi vítima, por ter tido seu corpo nu exposto junto com um comentário maldoso "mais de 30 engravidou" contra a vontade dela. (Até porque se fosse da vontade dela, não haveria a denuncia). Cara, manda quantos casos você quiser, prometo analisar todos e expor meus pontos de vista sobre cada um deles. A impressão que eu tenho infelizmente é essa mesmo, Resumo: penso que não há uma condenação direta a mulher, mas sim comentários maliciosos que na maioria das vezes questionam a situação de vítima da vítima, sei que isso está longe de ser ''culpar a vítima'' mas não deixa de ser ruim.

 

Antigamente no Estados Unidos aconteciam casos de matar pessoas dentro de escolas... Mas quando foram aqueles dois caras vestidos de Matrix e mataram todo mundo (...)

 

 https://pt.wikipedia...re_de_Columbine

 

(...) teve uma repercussão violenta, e depois dessa repercussão toda, tiveram vários outros casos de tiroteio em massa dentro de escolas no Estados Unidos, porque o que acontece, é que quando um louco vê esse tipo de situação acontecer, ele começa a criar um certo fetiche por fazer o mesmo, cria coragem, pra fazer no mínimo parecido. Bom, porque que eu to te falando disso? É que tipo, existem inúmeros casos de homens que são estuprados, mas a mídia não da muita bola pra esses casos, o que vira notícia é mulher sendo estuprada, não homem, sacas? Isso vira notícia por uma série de razões, entre esses motivos estão toda essa onda feminista onde tem muitas pessoas que gostam de se fazer de vítima, exagerar tudo (...)

 

https://youtu.be/UfJKMY2o6X8

 

(...) (que por sinal, é daí que vem as injustiças, como nos casos que você citou, que existem homens sendo acusado injustamente) mas também está um grande numero de homens que ficam de pau duro querendo saber se a menina que foi estuprada era bonita ou não, e se for bonita, em um dado momento esse tipo de pessoa vai dizer que ela foi estuprada porque era biscate, porque andava com gente errada, se vestia mal ou alguma coisa assim, e etc... O fato de exporem isso na mídia chama a atenção das mulheres fazendo com que cada vez mais e mais delas se tornem feministas malucas e também chama a atenção dos homens, fazendo com que cada vez mais e mais deles se tornem inflexíveis com essa situação por se aborrecerem com o exagero de muitas mulheres, mas o pior não é nem isso, o pior são aqueles caras loucos, que ao verem que há estupro direto e que a impunidade rola solta, ficam mais encorajados a praticarem o mesmo, por isso do exemplo que dei lá do estados unidos, sei que a situação foi outra completamente diferente, mas quis te dar como exemplo pra que você entenda, que quando uma coisa é muito divulgada, essa coisa fica em evidência e pode gerar vários tipos de comportamentos, ou seja, o fato da mídia não falar tanto dos estupros que homens sofrem não é necessáriamente uma coisa ruim, pois mostra, pelo menos, que o apelo pra esse tipo de notícia é menor, e é menor porque entre outros motivos está o de que não tem louca que fica molhada querendo saber se o cara que foi estuprado era bonito ou não e nem homem fazendo passeada pelado pelos direitos dos homens andarem só de cueca nas ruas. Entende meu ponto? Sei que fiz umas piadas, mas acho que expliquei bem... Qualquer dúvida eu tento explicar de novo quando possível.

 

Respondi todos os seus argumentos? Você sente que faltou algum? Se sim me avise.

 

Então pra resumir, o meu ponto é que no Brasil existe cultura do estupro entre as pessoas que consomem determinados tipos de músicas (funk principalmente), que ja a curto prazo causam efeitos desagradáveis, como o de enxergar as mulheres como objetos sexuais (e fazer com que as mulheres se enxerguem assim também), mas a longo prazo podem bugar o cérebro já bestializado do sujeito, fazendo-os pensar que o estupro é uma coisa normal. Mas também tem os loucos, espalhados por aí, que ao verem casos de estupros aos montes e boa parte saindo ileso das punições, se encorajam pra fazer o mesmo. Discordem a vontade, não sou dono da razão, apenas não fui capaz de enxergar essas questões de outra maneira até o presente momento, mas não sei o dia de amanhã como será. No momento é isso que eu penso. 

 

 



#25 Senator Kermit

Senator Kermit

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Postado 12/06/2016 - 05:33:21

Vamos lá. 

Spoiler

 

Embora ainda não concorde com seus argumentos de que é o funk que causa isso nas situações (pois eu possuo uma opnião sobre as motivações desses criminosos similar a do Solaris), mas eu entendo o que você quer dizer.

 

Infelizmente, o máximo que eu posso chegar a "crer/aceitar" o que você diz é considerar tais influências um "catalisador" para pessoas que já possuem a capacidade de ser pervertidas dessa forma, e embora eu pessoalmente creia que funk não seja a melhor coisa do mundo , eu simplesmente não posso culpar totalmente um estilo de música por crimes sexuais e/ou a trivialização do estupro. Pra mim, a culpa ainda está100% no indivíduo, seja nos seus atos ou pensamentos, ou, dependendo de sua idade, também de sua criação.



#26 Marmita TH

Marmita TH

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Postado 12/06/2016 - 10:10:15

Pessoas mudam, mentalidades mudam. É verdade que a grande maioria das pessoas continuam se mantendo dentro de sua própria cultura pois isto lhes convém, e isto não é errado muito pelo contrário, mas existem sim àqueles que simplesmente abandonaram tudo em que acreditavam para tentar uma realidade nova que lhes pudessem trazer mais felicidade, ou um propósito de vida. Culturas e ideologias não tem culpa, se a pessoa que passou a ter capacidade de discernimento não consegue rever seus conceitos e descartar àquilo que possa causar danos a si e aos próximos, é porque ela é influenciável e/ou de mente fraca, e é de responsabilidade de cada um trabalhar para fortalecer a sua parte mental e psicológica a fim de se evitar erros e delitos.

 

 

Se faz parte de uma cultura, significa que todos passam por essa formação antes de chegar ao estado pleno de discernimento. Se existe algo que está moldando indivíduos, independente de você achar que isso seja o culpado ou não, devemos intervir antes que o estrago já seja feito, não importa se esses indivíduos terão ou não uma boa capacidade de ver o que fazem como algo errado e para ser sincero, criminosos têm sim esse discernimento, mas no ponto em que chegaram isso realmente não importa. É melhor se empenhar em acabar com a doença em vez de remediar os seus sintomas.

 

Eu sou um acomodado, afinal eu não preciso mudar muita coisa na minha realidade pois estou bastante satisfeito atualmente, apesar que já tive a chance de mudar de estado mas não fui porque minha família decidiu ficar.

Nunca disse que as pessoas são obrigadas a mudar isso, mas é fato que se elas não estiverem satisfeitas com sua situação, continuar vivendo exatamente no mesmo ambiente sem se mover para mudar algo não vai ajudar em nada.

 

 

Ué, você fala tanto em batalhar e correr atrás e não consegue tirar a bunda da frente de um computador? A julgar por várias exceções pelo mundo, sua vida é uma miséria. E realmente não são obrigados a mudar, se existir pessoas na favela realmente satisfeita com a realidade delas não há problema algum nisso. O local onde moram ou as condições financeiras não deveriam formar criminosos se fosse dado a todos uma boa formação educacional e o problema é justamente esse. 

 

Nada. Só espero que a sociedade e a mídia parem de transferir a culpa das ações de pessoas para ideologias ou objetos inanimados. Temos que parar com comentários como "Videogames causam violência", ou "Funk causa estupro e prostituição", ou "jogos de azar são maléficos", e comentários assim. Videogames não agridem ou matam, Funk não estupra e ambos não possuem o corpo das pessoas para que tenham tais atitudes. Se as pessoas tem estas ações, é porque elas já estavam propensas à estas atitudes e encontraram neles formas de justificar suas malezas, e a sociedade de esconder seus próprio problemas.

É que nem o caso do marido traído pela esposa no sofá da sala, que resolve se livrar do sofá para resolver a situação. Qual foi a culpa do sofá nesse caso? Como se livrar do sofá  vai resolver a situação? O que impediria a esposa de ter traído o marido em outro local na falta do sofá? Vale a reflexão.

 

Temos que parar para olhar o estado de nossa sociedade, que está insegura, corrupta e violenta, independente da cultura, localidade ou posição social. O pior de tudo: O homicídio está praticamente banalizado na nossa sociedade, hoje a violência passou a ser o método preferido das pessoas para resolver seus problemas.

 

 

De novo tentando montar um espantalho. Ninguém quer tirar a culpa das pessoas, reconhecer que nossa realidade está enraizada nos nossos costumes não deveria ser objeto de discussão como está sendo aqui. Estou começando a achar que você está convicto que devemos se manter do jeito que estamos e a ferramenta de intervenção seria falar na internet que a sociedade está acomodada já que a culpa é do indivíduo que não quer correr atrás. Me apresente a sua saída, até agora você não a deixou clara.

 

 

[color=rgb(40,40,40);font-family:helvetica, arial, sans-serif;]Estas exceções tem que serem tomados como exemplos de que, com força de vontade e determinação, todo objetivo é passível de ser alcançado. Afinal, só saberemos se você é uma exceção ou não se você tentar. Se não tentar, nunca saberemos. [/color]

 

 

Um "talvez dê errado" não parece uma deixa para alguém que tem pouco apostar tudo. 

 

Se não tiver formação acadêmica, busque. Nunca ouviu falar do gari que conseguiu passar no vestibular e está agora cursando medicina? Você pode ser o próximo se quiser e se esforçar. Ou tente a vida de atleta, busque capacitação em algo. Nada disso cai no seu colo.

 

Meu amigo Lucas tem um primo que morava em Itapevi e ele sempre quis conhecer a Nova Zelândia. Estava insatisfeito com a vida e sem perspectiva, acumulando dívidas. Então em 2009, ele juntou a grana que tinha e se mudou para Wellington, gastando tudo com a passagem. Não sabia inglês e não tinha dinheiro para se manter, o que fez ele morar nas ruas de lá por mais de 1 ano e meio. Mas na raça e na determinação, ele aprendeu inglês, encontrou um local para morar e trabalhar, e hoje em dia ele tem sua própria casa, família e carro de luxo, administrando uma rede de restaurantes de lá.

Ele é uma exceção? Certamente, mas também é um exemplo. Um exemplo de que é possível mudar se quiser e procurar. A maioria vai falhar, mas só pode ter sucesso quem tenta.

 

 

Sim, de fato. Mas o que você está fazendo aqui é tentando jogar a culpa da pobreza no próprio pobre.

 

Você está ignorando o poder de comodismo que o ambiente local e o apego familiar podem ter sobre uma pessoa.

 

Veja o caso do jogador de futebol Adriano. Super talentoso, teve sucesso aonde jogou e foi jogar na Itália. Mas nunca se manteve muito tempo longe do Rio de Janeiro pois sempre sentia falta da Vila Cruzeiro, lugar aonde nasceu e viveu grande parte de sua vida. Mesmo com todo o dinheiro que ganhou, ele sempre estava na favela ao lado de sua família e amigos, muitos deles traficantes, curtindo o ambiente local ao qual se sente bem. Ele é apegado à comunidade e vive por lá até hoje, e não pretende sair de lá mesmo tendo propostas multimilionárias por todo lado.

 

As pessoas tem apego ao local aonde vivem. Se acomodam com o ambiente local, se acostuma com a rotina de onde vivem, se apegam às pessoas ao seu redor. Se sentem seguras e não sentem a necessidade de mudar, mesmo quando a situação piora. A mesma coisa aqui em casa: Meu pai está à mais de 4 anos desempregado, nosso orçamento foi bastante enxugado. Então à alguns meses meu pai recebeu uma proposta de ser gerente de uma empresa à mais de 400 km de distância de onde moramos atualmente, mas minha mãe e irmã não quiseram ir pois vivemos na cidade por quase 15 anos, temos uma história de vida por aqui, temos amigos e família por perto, praticamente conhecemos a cidade como a palma de nossas mãos, estamos bastante acostumados com a rotina e ritmo da cidade e elas não quiseram trocar isso por uma nova perspectiva. Foi o comodismo que nos levou à esta escolha.

 

 

E qual relevância disso ao debate? O que tem de errado nisso?

 

Se mobilizar não é somente fazer protesto ou paralisações, mas também implica em mudar suas próprias atitudes. Sabe, passar a ser mais cordial, educado, evitar furar fila quando ver a oportunidade, dar espaço para pessoas com necessidade especiais poderem se acomodar quando não tiverem outro espaço disponível, devolver o pertence à pessoa que perdeu quando souber quem esta é, etc. Pequenas atitudes que podem moldar o futuro. Devagar se vai ao longe.

Mudar também quem nos representa, e parar de se esconder na desculpa de que "Todo político é corrupto, bandido, então tanto faz, vamos manter o que já conhecemos". É pensando assim que os Collor, Maluf, Mercadante, Suplicy e Panuzzio da vida se perpetuam no poder, e nada muda.  

 

 

E eu não disse que era só isso. Pois senta aí e espera as pessoas mudarem suas próprias atitudes. Afirmar isso aí e nada é a mesma coisa.



#27 Ken

Ken
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Postado 12/06/2016 - 12:32:51

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#28 Super Solaris

Super Solaris

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Postado 12/06/2016 - 13:52:00

Temos opiniões divergentes a respeito do conceito de ''senso crítico''.Creio que seja por isso que temos pensamentos distintos em relação ao assunto do tópico.

 

Bom, pelo que aprendi: "MODO MACACO LOCO ON" - senso crítico é a capacidade que um indivíduo tem de questionar e analisar alguma coisa de forma racional e inteligente, ou seja, não concordo com isso que você disse que "cada um tem seu próprio senso crítico", visto que no meu ponto de vista ele é uma coisa só, isto é, há coisas que são boas e há coisas que são ruins, e se você não tem capacidade de perceber o que é bom e o que é ruim você na verdade não tem senso crítico, pois notar e depois escolher coisas boas é uma atitude racional e inteligente, isto é, ou você possui essa capacidade de questionar e analisar as coisas de forma racional e inteligente, ou você não possui... não tem essa de ''escolher ideologias'', isso de ''escolher'' é só ''escolher'', agora, escolher o melhor, escolher o que é certo, isso sim é ter senso crítico, isto é, se você não possui essa capacidade de perceber e escolher o que é bom, você não tem senso crítico, porque é isso que senso crítico é. -  Ou seja, na minha idéia, essas pessoas não tem a menor capacidade de analisar alguma coisa de forma racional e inteligente pois estão bestializadas, e estão bestializadas porque não receberam educação, e na educação que deveriam receber a primeira coisa que deveriam aprender é a questionar e analisar as coisas de forma racional e inteligente, ou seja, ter senso crítico (pois para mim senso crítico é isso), como eles não aprendem isso nunca (ou com raríssimas exceções aprendem isso tarde demais) dá no que dá, ou seja, se acomodam, não tentam mudar sua própria realidade pois possuem uma visão torpe dela (já que não possuem senso crítico), elas se quer tem idéia de que possuem mente fraca (já que não possuem senso crítico), aliás, se você pegar 100 funkeiros dessas comunidades e pedir pra ler isso que to escrevendo, maior parte não vai entender direito o que eu estou escrevendo, e mesmo que você explique pro cara, ele vai continuar sem entender, mas vai pagar de bom XD porque a alienação é forte demais... (sei que to escrevendo que nem o Macaco Louco) Concordo que se uma pessoa vive e respira o ar de uma comunidade, na maioria das vezes é da propria escolha dela viver assim, para ela está bom (pois não possui a capacidade de questionar e analisar alguma coisa de forma racional e inteligente, ou seja, não possui senso crítico XD) e assim por diante com seus belos exemplos (sem sarcasmo, foram belos exemplos mesmo) "MODO MACACO LOCO OFF" XD 

Tem uma diferença fundamental sobre o que você considera algo essencial para o senso crítico e o que eu considero essencial: O lado intuitivo do Senso Crítico. É verdade que a educação forma é muito importante para formar opiniões e análises, mas as observações e experiências que você tem nas sua vida e no seu cotidiano são tão importantes quanto à educação escolar. Inteligência não fica apenas no papel e caneta, mas também significa observar a realidade ao seu redor e aprender com os erros e acertos observados. Observar e aprender também faz parte da formação do ser e de suas convicções.

 

Nós temos senso crítico sobre tudo desde os tempos das cavernas, pois foi com o senso crítico que alguns perceberam que o fogo poderia trazer benefícios e não apenas queimaduras, que se instalar em um local e adequar seu ambiente às necessidades via agricultura poderia ser mais frutífero do que procurar um lugar com mais recursos. Quer dizer que quem investiu na agricultura era melhor ou estava mais certo do que os nômades? Claro que não, cada um encontrou a solução que mais lhe convém e sobreviveu com isto. Todos os hominídeos, salvos àqueles com alguma limitação mental, possuem a capacidade de observar, analisar e julgar, todos possuem a capacidade de senso crítico. Isto é inerente ao ser que pensa.

 

E veja que muitas vezes a educação é usado de outra forma: Como uma ferramenta doutrinadora. E nesses casos é importante que tudo não fique apenas no escopo escolar, e que as pessoas usem suas próprias pesquisas e análises de vida para poder distinguir àquilo que é aplicável a si e o que não é. Ter senso crítico significa pensar por si só, e não apenas se basear no que lhe foi ensinado.

 

Uma outra diferença fundamental: Me parece que para você algo ser bom ou ruim é uma verdade universal e absoluta. Não, bom ou ruim, bem ou mal são conceitos completamente subjetivos e pessoais, que dependem muito do indivíduo e de seu ambiente ao redor. Dizer que o senso crítico é uma coisa só é a mesma coisa que dizer que senso crítico = senso comum, o que é completamente o oposto do real significado de senso crítico.

 

Se faz parte de uma cultura, significa que todos passam por essa formação antes de chegar ao estado pleno de discernimento. Se existe algo que está moldando indivíduos, independente de você achar que isso seja o culpado ou não, devemos intervir antes que o estrago já seja feito, não importa se esses indivíduos terão ou não uma boa capacidade de ver o que fazem como algo errado e para ser sincero, criminosos têm sim esse discernimento, mas no ponto em que chegaram isso realmente não importa. É melhor se empenhar em acabar com a doença em vez de remediar os seus sintomas.

O que você está sugerindo é simplesmente censura, e isto é a coisa que eu mais abomino no mundo e não aceito sob qualquer hipótese. Simplesmente porque cultura, ideologia e afins são conceitos subjetivos demais para isto, e o que pode ser benéfico para você pode ser maléfico para mim e vice-versa. Claro que temos que manter algumas regras para que a sociedade se mantenha ordenada e coesa (Direitos humanos, por exemplo), mas estas regras também devem garantir a liberdade de cada um sem que a de um interfira na de outro.

Se uma expressão cultural ou ideológica não interfere diretamente com a liberdade alheia não podemos e não devemos interferir com o que faz alguém se sentir bem e/ou completo. O que podemos fazer é conscientizar as pessoas de que certas práticas podem ser maléficas e mostrar as pessoas que o crime não compensa e que os criminosos são punidos, mas nunca impôr isto à elas.

 

E realmente não são obrigados a mudar, se existir pessoas na favela realmente satisfeita com a realidade delas não há problema algum nisso. O local onde moram ou as condições financeiras não deveriam formar criminosos se fosse dado a todos uma boa formação educacional e o problema é justamente esse.

A falta de uma boa formação educacional é um dos problemas, certamente, mas este também é um problema da sociedade: A educação de qualidade depende dos investimentos públicos para se concretizarem. Investimentos públicos dependem de uma boa condição política para se concretizarem. Uma boa condição política depende de políticos trabalhadores e honestos para se concretizarem. Para os políticos trabalhadores e honestos terem a chance de colocar isto em prática dependem da eleição pela sociedade para se concretizarem. E a sociedade é formado por pessoas, indivíduos. Não é o Videogame que elege os políticos, tampouco o Funk, são pessoas. Pessoas escolhem.

 

Mas veja que mesmo com tudo isto, ainda temos um monte de exemplos de pessoas que nasceram e vivem sob as mesmas condições dos criminosos e mesmo assim ganham a vida de forma simples e honesta. Porque àqueles que vivem em um ambiente de crime e prostituição escolhem viver de forma honesta? O que as diferenciam dos criminosos? Foram as escolhas que fizeram ao longo da vida, e que as levaram ao estado atual. Não foi o Videogame ou o Funk que escolheram por elas.

 

De novo tentando montar um espantalho. Ninguém quer tirar a culpa das pessoas, reconhecer que nossa realidade está enraizada nos nossos costumes não deveria ser objeto de discussão como está sendo aqui. Estou começando a achar que você está convicto que devemos se manter do jeito que estamos e a ferramenta de intervenção seria falar na internet que a sociedade está acomodada já que a culpa é do indivíduo que não quer correr atrás. Me apresente a sua saída, até agora você não a deixou clara.

Não é apenas querer tirar, mas também querer amenizar esta culpa, amenizá-la por causa das condições financeiras e sociais de cada um, como se fossem "vítimas" da realidade aonde vivem e da cultura e ideologia, como se vivessem em um cubículo do que são proibidos de saírem e proibidos de enxergarem outros pontos de vista, e tivessem menos culpa do que àqueles que vivem em realidades mais "favoráveis". Isto é algo que nossa mídia e nossa sociedade esquerdistas tentam colocar em nossa mente constantemente.

 

Veja que precisamos parar com esta relativização e começar a condenar igualmente as pessoas, condená-las por seus atos independentemente das condições ou motivações que os antecederam. Enquanto esta relativização, esta busca pelo bode expiatório continuar, não conseguiremos resolver nada e nossa sociedade continuará descambando cada vez mais para a anarquia. 

 

E também passar a mostrar que bons exemplos também podem ser bem sucedidos, e que cidadania não significa se sacrificar apenas em benefício de outras pessoas sem ter algo em troca. Em muitas desta comunidades há o domínio de facções criminosas ou chefes do crime que perduram por décadas dominando a favela, também tem os políticos que se perpetuam no poder e se beneficiam de verbas públicas e de poderes indevidos. E em ambos os casos, para as pessoas que os observam eles são exemplos de que o crime compensa, que na ilegalidade eles prosperam. Então temos que passar a derrubar estes "ídolos" e mostrar que a ilegalidade não compensa e passar a exaltar mais as pessoas que começaram de baixo e prosperaram na honestidade. Na nossa sociedade está enraizado que se alguém é rico é porque se utilizou de meios ilegais para obter tal condição e que o honesto é um tolo inocente. Há que se trabalhar para mudar esta visão.

 

Um "talvez dê errado" não parece uma deixa para alguém que tem pouco apostar tudo. 

Tudo bem ué, a vida é feita de escolhas. Agora, a pessoa que está infeliz e insatisfeita com sua situação atual mas não quer se mobilizar e fazer mudanças tem que ter plena consciência que ficando parado sem tentar mudar algo em sua realidade nada vai mudar, e que ela continuará infeliz e insatisfeita com sua situação até a morte.

 

[color=rgb(40,40,40);font-family:helvetica, arial, sans-serif;]Sim, de fato. Mas o que você está fazendo aqui é tentando jogar a culpa da pobreza no próprio pobre.[/color]

É inegável que alguns nascem com mais condições de prosperar do que outras, e isto é inerente à vida. A vida não é justa. Mas boa parte da culpa da pobreza é sim culpa do próprio pobre. Ele não escolhe nascer pobre, mas é da escolha deles se eles continuarão assim por toda a vida ou se vão ao menos tentar mudar. São as pessoas que escolhem seus administradores locais e cabem à estas pessoas cobrá-los para que criem condições de atrair investimentos e aumentar a quantidade de oportunidade de empregos e melhorias na qualidade de vida. E se isto não der certo, todos tem a opção de se mudar e procurar locais que lhes ofereçam mais oportunidades.
Agora, para quem é pobre e está satisfeito com sua situação atual, aí tanto faz. Ser feliz é o que vale. 

 

E qual relevância disso ao debate? O que tem de errado nisso?

Ué, você que disse que as pessoas ficavam na favela não porque queriam mas sim porque não tinham outras opções, e eu mostrei que o caso Adriano é um exemplo de que você não está tão correto.
Aí você falou do "Orgulho e zelo" que elas tem sobre o local em que vivem. Oras, se as pessoas tem orgulho e zelo pelo local, é porque elas gosta de lá, e se elas gostam de lá é porque sentem apego ao local, e se sentem apego ao local é porque elas tem algo por lá que as deixam felizes ou confortáveis, e se elas tem algo por lá que as deixam felizes ou confortáveis então elas tem um bom motivo para não quererem sair da favela mesmo que tenha plenas condições disto.
 

Temos opiniões divergentes a respeito do conceito de ''senso crítico''.Creio que seja por isso que temos pensamentos distintos em relação ao assunto do tópico.

 

Bom, pelo que aprendi: "MODO MACACO LOCO ON" - senso crítico é a capacidade que um indivíduo tem de questionar e analisar alguma coisa de forma racional e inteligente, ou seja, não concordo com isso que você disse que "cada um tem seu próprio senso crítico", visto que no meu ponto de vista ele é uma coisa só, isto é, há coisas que são boas e há coisas que são ruins, e se você não tem capacidade de perceber o que é bom e o que é ruim você na verdade não tem senso crítico, pois notar e depois escolher coisas boas é uma atitude racional e inteligente, isto é, ou você possui essa capacidade de questionar e analisar as coisas de forma racional e inteligente, ou você não possui... não tem essa de ''escolher ideologias'', isso de ''escolher'' é só ''escolher'', agora, escolher o melhor, escolher o que é certo, isso sim é ter senso crítico, isto é, se você não possui essa capacidade de perceber e escolher o que é bom, você não tem senso crítico, porque é isso que senso crítico é. -  Ou seja, na minha idéia, essas pessoas não tem a menor capacidade de analisar alguma coisa de forma racional e inteligente pois estão bestializadas, e estão bestializadas porque não receberam educação, e na educação que deveriam receber a primeira coisa que deveriam aprender é a questionar e analisar as coisas de forma racional e inteligente, ou seja, ter senso crítico (pois para mim senso crítico é isso), como eles não aprendem isso nunca (ou com raríssimas exceções aprendem isso tarde demais) dá no que dá, ou seja, se acomodam, não tentam mudar sua própria realidade pois possuem uma visão torpe dela (já que não possuem senso crítico), elas se quer tem idéia de que possuem mente fraca (já que não possuem senso crítico), aliás, se você pegar 100 funkeiros dessas comunidades e pedir pra ler isso que to escrevendo, maior parte não vai entender direito o que eu estou escrevendo, e mesmo que você explique pro cara, ele vai continuar sem entender, mas vai pagar de bom XD porque a alienação é forte demais... (sei que to escrevendo que nem o Macaco Louco) Concordo que se uma pessoa vive e respira o ar de uma comunidade, na maioria das vezes é da propria escolha dela viver assim, para ela está bom (pois não possui a capacidade de questionar e analisar alguma coisa de forma racional e inteligente, ou seja, não possui senso crítico XD) e assim por diante com seus belos exemplos (sem sarcasmo, foram belos exemplos mesmo) "MODO MACACO LOCO OFF" XD 

Tem uma diferença fundamental sobre o que você considera algo essencial para o senso crítico e o que eu considero essencial: O lado intuitivo do Senso Crítico. É verdade que a educação forma é muito importante para formar opiniões e análises, mas as observações e experiências que você tem nas sua vida e no seu cotidiano são tão importantes quanto à educação escolar. Inteligência não fica apenas no papel e caneta, mas também significa observar a realidade ao seu redor e aprender com os erros e acertos observados. Observar e aprender também faz parte da formação do ser e de suas convicções.

 

Nós temos senso crítico sobre tudo desde os tempos das cavernas, pois foi com o senso crítico que alguns perceberam que o fogo poderia trazer benefícios e não apenas queimaduras, que se instalar em um local e adequar seu ambiente às necessidades via agricultura poderia ser mais frutífero do que procurar um lugar com mais recursos. Quer dizer que quem investiu na agricultura era melhor ou estava mais certo do que os nômades? Claro que não, cada um encontrou a solução que mais lhe convém e sobreviveu com isto. Todos os hominídeos, salvos àqueles com alguma limitação mental, possuem a capacidade de observar, analisar e julgar, todos possuem a capacidade de senso crítico. Isto é inerente ao ser que pensa.

 

E veja que muitas vezes a educação é usado de outra forma: Como uma ferramenta doutrinadora. E nesses casos é importante que tudo não fique apenas no escopo escolar, e que as pessoas usem suas próprias pesquisas e análises de vida para poder distinguir àquilo que é aplicável a si e o que não é. Ter senso crítico significa pensar por si só, e não apenas se basear no que lhe foi ensinado.

 

Uma outra diferença fundamental: Me parece que para você algo ser bom ou ruim é uma verdade universal e absoluta. Não, bom ou ruim, bem ou mal são conceitos completamente subjetivos e pessoais, que dependem muito do indivíduo e de seu ambiente ao redor. Dizer que o senso crítico é uma coisa só é a mesma coisa que dizer que senso crítico = senso comum, o que é completamente o oposto do real significado de senso crítico.

 


#29 Marmita TH

Marmita TH

    berimbau

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Postado 12/06/2016 - 16:02:25

O que você está sugerindo é simplesmente censura, e isto é a coisa que eu mais abomino no mundo e não aceito sob qualquer hipótese. Simplesmente porque cultura, ideologia e afins são conceitos subjetivos demais para isto, e o que pode ser benéfico para você pode ser maléfico para mim e vice-versa. Claro que temos que manter algumas regras para que a sociedade se mantenha ordenada e coesa (Direitos humanos, por exemplo), mas estas regras também devem garantir a liberdade de cada um sem que a de um interfira na de outro.
Se uma expressão cultural ou ideológica não interfere diretamente com a liberdade alheia não podemos e não devemos interferir com o que faz alguém se sentir bem e/ou completo. O que podemos fazer é conscientizar as pessoas de que certas práticas podem ser maléficas e mostrar as pessoas que o crime não compensa e que os criminosos são punidos, mas nunca impôr isto à elas.

 
Que mané censura. Nem sei como você conseguiu interpretar censura aí nesse meu texto. Tentar mudar nossos hábitos não é querer tirar a liberdade de ninguém e isso também não faz distinção de ideologia.
 

A falta de uma boa formação educacional é um dos problemas, certamente, mas este também é um problema da sociedade: A educação de qualidade depende dos investimentos públicos para se concretizarem. Investimentos públicos dependem de uma boa condição política para se concretizarem. Uma boa condição política depende de políticos trabalhadores e honestos para se concretizarem. Para os políticos trabalhadores e honestos terem a chance de colocar isto em prática dependem da eleição pela sociedade para se concretizarem. E a sociedade é formado por pessoas, indivíduos. Não é o Videogame que elege os políticos, tampouco o Funk, são pessoas. Pessoas escolhem.
 
Mas veja que mesmo com tudo isto, ainda temos um monte de exemplos de pessoas que nasceram e vivem sob as mesmas condições dos criminosos e mesmo assim ganham a vida de forma simples e honesta. Porque àqueles que vivem em um ambiente de crime e prostituição escolhem viver de forma honesta? O que as diferenciam dos criminosos? Foram as escolhas que fizeram ao longo da vida, e que as levaram ao estado atual. Não foi o Videogame ou o Funk que escolheram por elas.

 
Eu não disse que foi o videogame ou o funk que levou a isso. Será que foram mesmo as escolhas individuais ou será que foram as oportunidades? Todos os estudos sociais apontam para as oportunidades, a não ser que você esteja afirmando isso por ter algum tipo de conhecimento e experiência de campo que transcende nossos conhecimentos.
 

Não é apenas querer tirar, mas também querer amenizar esta culpa, amenizá-la por causa das condições financeiras e sociais de cada um, como se fossem "vítimas" da realidade aonde vivem e da cultura e ideologia, como se vivessem em um cubículo do que são proibidos de saírem e proibidos de enxergarem outros pontos de vista, e tivessem menos culpa do que àqueles que vivem em realidades mais "favoráveis". Isto é algo que nossa mídia e nossa sociedade esquerdistas tentam colocar em nossa mente constantemente.
 
Veja que precisamos parar com esta relativização e começar a condenar igualmente as pessoas, condená-las por seus atos independentemente das condições ou motivações que os antecederam. Enquanto esta relativização, esta busca pelo bode expiatório continuar, não conseguiremos resolver nada e nossa sociedade continuará descambando cada vez mais para a anarquia. 
 
E também passar a mostrar que bons exemplos também podem ser bem sucedidos, e que cidadania não significa se sacrificar apenas em benefício de outras pessoas sem ter algo em troca. Em muitas desta comunidades há o domínio de facções criminosas ou chefes do crime que perduram por décadas dominando a favela, também tem os políticos que se perpetuam no poder e se beneficiam de verbas públicas e de poderes indevidos. E em ambos os casos, para as pessoas que os observam eles são exemplos de que o crime compensa, que na ilegalidade eles prosperam. Então temos que passar a derrubar estes "ídolos" e mostrar que a ilegalidade não compensa e passar a exaltar mais as pessoas que começaram de baixo e prosperaram na honestidade. Na nossa sociedade está enraizado que se alguém é rico é porque se utilizou de meios ilegais para obter tal condição e que o honesto é um tolo inocente. Há que se trabalhar para mudar esta visão.

 
Interpretando errado(de novo) por descuido ou por desonestidade? Se alguém é rico é porque teve oportunidades no decorrer da sua vida para chegar a esse patamar ou simplesmente já nasceu assim. Não existe meritocracia quando o ponto de partidas são extremos, realidades discrepantes. Só não enxerga isso aquele que não quer ver. As pessoas são sim vítimas de sua realidade, teriam culpa se ter nascido e crescido em tal realidade fosse fruto apenas de sua própria escolha, mas não é. E repetindo pela milésima vez, isso não anula e nem ameniza a culpa de erros que elas possam cometer futuramente.
 

[color=#282828;][font="helvetica, arial, sans-serif;"]Tudo bem ué, a vida é feita de escolhas. Agora, a pessoa que está infeliz e insatisfeita com sua situação atual mas não quer se mobilizar e fazer mudanças tem que ter plena consciência que ficando parado sem tentar mudar algo em sua realidade nada vai mudar, e que ela continuará infeliz e insatisfeita com sua situação até a morte.[/color][/font]

 
Eles fazem mudança, mas o resultado muitas vezes não vai muito além da pobreza. Você está limitado a mudança entre miséria ou sucesso. Se uma pessoa se esforça dentro de uma favela para conseguir bens, mas ainda não é o suficiente para ela escolher um bairro melhor, não significa que ela está parada sem fazer nada. O natural de todo o ser humano é buscar melhores condições de vida e conforto e isso não acontece de uma hora para outra. Como você sabe que os moradores das favelas hoje são os mesmos de 20 anos atrás? Muita gente deve ter saído e em contra partida muitos outros devem ter entrado. As questões financeiras não são assim preto no branco como você aparenta sugerir, mas sim um degradê. Se alguém que passava fome e morava na rua consegue depois de alguns anos uma casa na favela, ela não é acomodada. Você não pode querer que elas apostem tudo com uma vida no esporte ou virar um empresário porque um ou outro conseguiu, sabe-se lá se foi mesmo de maneira honesta e fruto apenas do seu próprio esforço. Um pobre que trabalha, economiza e consegue ficar menos pobre ainda é um pobre e ele não está acomodado por ser pobre.
 
 

É inegável que alguns nascem com mais condições de prosperar do que outras, e isto é inerente à vida. A vida não é justa. Mas boa parte da culpa da pobreza é sim culpa do próprio pobre. Ele não escolhe nascer pobre, mas é da escolha deles se eles continuarão assim por toda a vida ou se vão ao menos tentar mudar. São as pessoas que escolhem seus administradores locais e cabem à estas pessoas cobrá-los para que criem condições de atrair investimentos e aumentar a quantidade de oportunidade de empregos e melhorias na qualidade de vida. E se isto não der certo, todos tem a opção de se mudar e procurar locais que lhes ofereçam mais oportunidades.
Agora, para quem é pobre e está satisfeito com sua situação atual, aí tanto faz. Ser feliz é o que vale.

 

Se a pobreza chegar a "doer" para o indivíduo eu duvido muito que ele esteja satisfeito com sua condição. E mesmo que a situação dessas pessoas seja culpa apenas do próprio indivíduo, não devemos deixá-lo como está como se isso se tratasse de um castigo/punição por não ter tido sucesso econômico. Nem todos têm a opção de se mudar, não legalmente. Querer que os pobres vaguem por aí como nômades é a pior proposta que eu já ouvi, só serve para fomentar as imigrações ilegais que podem trazer resultados ainda piores para a nossa sociedade. Como eu disse antes, alguém sem estudo não vai conseguir nada em outro estado e muito menos em outro país.
 
 

Ué, você que disse que as pessoas ficavam na favela não porque queriam mas sim porque não tinham outras opções, e eu mostrei que o caso Adriano é um exemplo de que você não está tão correto.
Aí você falou do "Orgulho e zelo" que elas tem sobre o local em que vivem. Oras, se as pessoas tem orgulho e zelo pelo local, é porque elas gosta de lá, e se elas gostam de lá é porque sentem apego ao local, e se sentem apego ao local é porque elas tem algo por lá que as deixam felizes ou confortáveis, e se elas tem algo por lá que as deixam felizes ou confortáveis então elas tem um bom motivo para não quererem sair da favela mesmo que tenha plenas condições disto.

 

Quanta ingenuidade. O resto até que eu concordo, mas querer por querer eu tenho certeza que eles querem muito além disso.
 
Você mostrou a exceção. Quando o assunto é esse todo mundo apela para as exceção, mesmo quando você mesmo não conquistou nada comparado a elas e é cercado de muito mais oportunidades.



#30 Johnny Kapahala

Johnny Kapahala

    ora essa

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Postado 12/06/2016 - 16:03:19

A cultura não influencia o individuo? Influencia pra caralho! Quem diz isso não sou eu, mas Antonio Gramsci, Pascal Bernadin, entre inúmeros escritores que se aprofundadaram em assuntos como hegemonia cultural e revolução cultural. Ou então, autores do calibre de René Guenon, Julien Benda, Johan Huizinga, e mais taridamente, Mário Ferreira dos Santos, em seu trabalhos sobre crise da modernidade em plena época de guerras mundiais, atribuem essa crise justamente a crise cultural que aconteceu nos últimos séculos Thomas Sowell, um autor bem mais pragmático, demonstra isso no seu livro "Conquest and Cultures". Todas as nações só se tornaram grandes nações prósperas depois de se aprofundarem e de se desenvolverem na alta cultura. Embora a cultura dessas nações estejam em decadência há 500 anos, são nações repletas de santos e eruditos na história, bem diferente do Brasil. Especificamente sobre a cultura do estupro, comparem a cultura dos países com alta incidência de estupro, como os Estados Unidos, Índia e África do Sul, com os países onde o estupro infinitamente menor, como na Arábia Saudita (alguns regiões da Arábia Saudita tiveram um estupro nos últimos 20 anos!). Tanto na Arábia e na Índia a mulher é muito inferiorizada, mas olha a diferença no tratamento e na incidência de estupros! Agora, se o indivíduo vive numa comunidade onde há situações onde o estupro é visto com banalidade, há muita impunidade, as letras das músicas e seu círculo de amigos entendem que há situações que é bom estuprar, como quando estão bêbadas, no baile funk ou no carnaval. Independente se sua mente é forte ou não, para freiar todo o tipo de vontade é sempre necessário um motivo, e com a banalização e o incentivo, nada freia a vontade do estuprador, que vai estuprar mesmo sem sentir peso na consciência, e a moça não vai fazer nada pois é essa as circunstâncias em que ela vive. Essa é a cultura dela, onde ela não pode sair na rua de madrugada, vestida minimamente sem ser estuprada.

 

Portanto a cultura do estupro existe sim, não no Brasil inteiro. Onde eu vivo, não conheço nenhum "estuprador em potencial", ninguém estupraria em nenhuma circunstância. Mas nossa cultura não é a mesma que a deles, e essa cultura precisa ser mudada.






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