ESPECIAL MEGA DRIVE

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  O Mega Drive foi o primeiro console de 16 bits, lançado em 1988. A Sega pretendia derrubar o Nintendo de 8 Bits – e conseguiu!!! No Japão teve sua aceitação imediata. Já nos EUA, somente após um ano é que o Mega Drive começou a ser comercializado, batizado de Sega Genesis.

História do Mega Drive

  O Mega Drive foi lançado em 1988 com o objetivo de inaugurar uma nova era no mundo dos consoles, desbancando o sucesso da Nintendo, que, embora tendo um console mais inferior ao da Sega, conseguiu fazer mais sucesso com seus jogos. A Sega trabalhou duro e lançou o Mega Drive com o objetivo de competir com a Nintendo. A história do Mega Drive de certo modo se confunde com a história do Sonic. Era preciso que se lançasse um mascote que fosse capaz de demonstrar o potencial do processador do Mega Drive. Foi assim que a Sega achou a saída com a criação do nosso grande ouriço azul, vindo a lançá-lo em 1991, junto do Mega Drive, fazendo com que o console fizesse todo o sucesso que fez.

  A despeito do pioneirismo da Sega, o Mega Drive foi superado pela Nintendo com o seu Super Nintendo, concorrente na mesma geração, com processador melhor, com placa de vídeo melhor, enfim, quase tudo melhor. Talvez a grande sacada da Sega tenham sido os jogos exclusivos do Mega Drive, sobretudo a série Sonic the Hedgehog, pois em quase todas as adaptações feitas a ambos os consoles, quase sempre as versões de Super Nintendo se saíram muito melhor. Para reinventar constantamente o console, de modo a torná-lo mais dinâmico, a Sega fez algumas inovações ao longo dos anos. O seu primeiro modelo, quadradão, grande, embora não propriamente feio, veio a ser substituído por um novo modelo, mais compacto, com um peso bem menor e uma aparência mais moderna. Foi o chamado Mega Drive II. No Brasil, a Tec Toy relançou o Mega Drive I com o título de Mega Drive II, vindo a chamar o Mega Drive II de Mega Drive III.

  O joystick do Mega Drive, bem diferente do seu concorrente, mostrou-se inadequado e limitado, vindo a Sega substituído pelo modelo de 6 botões, que apresenta um bom conforto ao jogador, além de funções extras em jogos como os de luta. Talvez tenha sido nos acessórios que o Mega Drive tenha mandado melhor que o Super Nintendo. O primeiro deles foi o Sega CD. Na década de 90 a tecnologia da utilização dos Discos Compactos, era ainda uma novidade. Não só nos consoles, mas também na própria música, onde ainda predominava as fitas k7 e os discos de vinis. A Sega foi então novamente uma das pioneiras, com o lançamento do Mega CD, em 1991, no Japão. Tratava-se de um console-acessório, que não funcionava autonomamente, necessitando ser acoplado ao Mega Drive, funcionando como uma unidade de disco.

  Assim, o Sega CD trouxe ao Mega Drive, a possibilidade de jogos em CD, com vídeos reais, sons de CD, o que tornou um verdadeiro boom. Porém, o modelo original, que ficava abaixo do Mega Drive, mostrou-se inadequado, pois com o tempo apresentou falhas na própria gaveta que recebia o CD, além do aquecimento recebido do Mega Drive, que ficava logo acima. Em 1993, o console é lançado nos EUA e relançado num novo modelo, dessa vez ficava acoplado na lateral do Mega Drive II, através de uma plaqueta que se encaixava no Sega CD. Para garantir a estabilidade, era necessária uma base. Porém, o Sega CD apresentou um sério problema: era necessária a utilização de duas fontes de alimentação: uma para o Mega Drive e outra para o Sega CD.

  Por essa razão, a Sega lançou o Multi-Mega CDX (Japão) ou Genesis CDX (América), que se trata do terceiro modelo de Mega Drive, que já vem com o Sega CD embutido nele (é um console só), com um tamanho inferior ao Mega Drive II, embora um pouco mais pesado e alto. Com um belo design e boa durabilidade, o Genesis CDX tornou possível aos fãs do Mega Drive, de ter um único console.

  O outro acessório lançado pela Sega foi o Super 32X (Japão) ou Genesis 32X (EUA), que buscou tornar o Mega Drive um console de 32 Bits, aumentando a sua capacidade gráfica, sonora e de hardware. Em que pese ter sido uma boa tentativa da Sega, o 32X foi um verdadeiro fracasso: poucos jogos foram lançados, não era prático de se usar na prática (o velho problema de 2 fontes e um monte de cabos necessários). Os poucos jogos lembrados do 32X foram: Knuckles' Chaotix (um excelente jogo, ofuscado pelo fracasso do 32X), Tempo e Doom. O 32X acoplado ao Sega CD possibilita que o Sega CD rode jogos de maior capacidade, em 32  Bits, tornando o Mega Drive um console de 32 Bits em CD. É o chamado "Sega 32X CD", que ganhou pouquíssimos jogos, sendo o mais conhecido, Fahrenheit.

  Por volta de 1995/1996, começou a decadência do Mega Drive, vindo a geração 32 bits, sobretudo com o Playstation, fazendo com que o Mega Drive saísse de produção. No Brasil, entretanto, a Tec Toy tem insistido na reprodução do Mega Drive, com sucessivas modificações. Ninguém sabe ao certo qual é o vínculo jurídico que a Tec Toy tem com o Mega Drive, pois ela não informa, mas a Tec Toy utiliza hoje no Brasil o Mega Drive como se fosse um produto seu, tendo lançado sucessivas versões: com jogos na memória (mas ainda possibilidade de usar cartuchos); jogos na memória sem slot de cartucho e mono; jogos na memória sem slot de cartucho e em um formato diferente, que é o modelo atual.

  Não se leve pela aparência. Caso queira matar a saudade comprando um Mega Drive, procure comprar alguma versão de 1994, Mega Drive III, com fonte INTERNA e sem jogos na memória.

Mega Drive Portátil

  O Mega Drive teve uma versão portátil: Sega Nomad. Trata-se de uma unidade portátil onde o usuário pode encaixar os cartuchos do Mega Drive. O aparelho é um pouco grande e desengonçado e foi pouco vendido, estando hoje na mão de colecionadores, que não costumam cobrar barato pelo aparelho.

  Entretanto, recentemente, a Companhia Innex, adquiriu os direitos de produção do Mega Drive em um portátil chamado Retro Gen, que utilizará um sistema que permitirá a transferência de jogos via USB (supõe-se distribuição de roms licenciadas). Mais informações no vídeo http://www.youtube.com/watch?v=wqCTyDhqf6Q.

Acervo da Power Sonic

  Nós da Power Sonic colecionamos Mega Drive, e temos os três modelos do console (Mega Drive I, Mega Drive II/III, Genesis CDX), além do 32X. Confira abaixo algumas fotos:


Mega Drive II/III (em cima), 32X (ao fundo), Genesis CDX (à esquerda) e Mega Drive I (à direita)


Genesis CDX

Memória

  Para um game cheio de vida, como o emulado pelo Mega Drive, seu sistema possui uma memória total de 1.728 Kbits – 1,7 Mbits – (216 Kbytes); sendo desta memória total: 576 Kbits (72 Kbytes) destinada à sua RAM, garantindo velocidade ao jogo; 512 Kbits (64 Kbytes) à sua memória de vídeo e 576 Kbits (72 Kbytes) à sua memória de cor, assegurando gráficos em real 2D, com seus incríveis planos móveis; 64 Kbits (8 Kbytes) de RAM de som, assegurando uma sincronização perfeita com os movimentos.

Processador Central (CPU)

  O Mega Drive possui um processador central de 16 bits, da Motorola® (o Motorola 68000) operando a uma freqüência de 7,67 Mhz. Este processador era o mesmo utilizado por alguns microcomputadores da Macintosh. O MC 68000 é capaz de processar uma enorme quantidade de instruções por segundo, tanto como seus cálculos para a memória RAM como para a memória de vídeo.

Processador de Vídeo

  Com seus gráficos característicos, o Mega Drive desfruta de um VDP (Vídeo Display Processor) que controla caracteres e backgrounds, com 3 planos: 2 planos de movimento do jogo (2D) e 1 plano de caracteres (sprites). Pode controlar até 80 caracteres na tela, com resolução máxima de 320 x 224 pixels. Sua paleta de cores é constituída por 512 cores diferentes, podendo aparecer na tela 64 cores simultâneas. Seu sistema de cor padrão é o NTSC, mas aqui no Brasil, a Tec Toy lançou-o com dois sistemas: NTSC e PALM-N. Vale ressaltar que o Mega Drive nativamente suporta o efeito de parallax scrolling.

Processador de Áudio

  Utilizando um processador fabricado pela Zilog®, o Z80 opera a uma freqüência de 3,58 MHz em conjunto com outros chips de áudio, geradores de som (PSG, 3 canais geram ondas quadradas, enquanto um gera ruído.) como o TI 76489 com quatro canais de áudio; e FM, pelo Yamaha 2612 com seis canais de áudio (FM YM2612) e 1 canal digital, que gera os sons, vozes e efeitos digitalizados, característicos do Mega Drive. O sexto canal do chip pode ser utilizado como FM ou conversor digital/analógico, mas não ambos. Isso gera um total de canais de áudio de 10, e não 9.

Saídas

  O Mega Drive possui 3 diferentes tipos de saída, apresentando apenas 2 conectores em sua parte traseira: 1 saída RF e 1 saída RGB, que contém além do sinal RGB, a saída de Vídeo Composto e as saídas de Áudio Estéreo (R e L) e também Mono. A figura a seguir, ilustra o conector RGB do Mega Drive.

A TecToy e o Mega Drive

  Muitos costumam criticar a TecToy por conta de suas últimas versões de Mega Drive, sem o slot para 32X e compatibilidade com o Sega CD, além de a última versão sequer ter entrada para cartucho. Contudo, em entrevista para a revista Warpzone, Stefano Arnhold, da empresa, comentou que a idéia do Mega Drive com fonte embutida (isto é, interna, de modo que o console já vem com um fio que vai direto do console para a tomada) foi da TecToy. A curiosidade é que inicialmente a Sega desconfiou do projeto, temendo que gerasse um super-aquecimento do console. Felizmente, a TecToy apresentou um projeto viável e até hoje os Mega Drive de fonte embutidas dão menos problema que os de fonte externa. A TecToy foi também responsável pela sobrevida do Mega Drive no Brasil. A série de entrevistas pode ser conferida a partir de https://www.youtube.com/watch?v=OcxPzGsXAvs.

 Aprenda mais do Mega Drive: http://gamehall.uol.com.br/site/?p=121

Por Sonigor
Atualização: HKº
Agradecimentos a Alexandre Almeida
Atualizado em: 30/01/2016