Tivemos uma rodada de
entrevista com o produtor de Sonic 4, Takashi
Iizuka. Como produtor do jogo, Iizuka é
diretamente quem tem mais responsabilidade sobre
o jogo. É ele quem comanda a equipe de
desenvolvimento. E o Ken Balough? Este é um
Gerente de Marca da SEGA. Ele é como uma espécie
de porta- voz. Uma de suas responsabilidades
(não é a única) é transmitir o sentimento dos
fãs e a equipe de desenvolvimento, ou seja, para
o Iizuka.
Quem realmente decide como
o jogo será feito e quais feedbacks serão
abordados é, portanto, Takashi Iizuka. O que
estou querendo deixar claro é que a melhor
pessoa para falar de Sonic 4, seja do ponto de
vista do projeto, seja do ponto de vista de
desenvolvimento, é o produtor Iizuka.
Não é à toa que, se
comparado às entrevistas de Ken Baulogh, Iizuka
certamente pôde falar com maior profundidade.
Iizuka está junto no estúdio de produção,
enquanto Ken Balough analisa o jogo através de
builds que só circulam internamente entre a SEGA
(algumas são usadas em exposições).
As principais questões que
envolveram polêmicas em relação ao primeiro
episódio foram abordadas nas entrevistas. Quer
ver?
“Com o Episódio 1, o conceito foi ser a
continuação de Sonic 1, 2 e 3 do Mega Drive.
Para realmente entregar este conceito aos
consumidores, nós decidimos incluir estágios
que as pessoas já tinham visto antes para
dar um fator nostalgia. Essencialmente nós
quisemos que as pessoas reconhecessem o jogo
como uma continuação da era do Mega Drive.
Este foi o motivo daqueles estágios serem
selecionados no Episódio 1.
No Episódio 2, nós quisemos ter certeza de
haver consistência. Nosso pensamento foi,
metade nostalgia, metade novas surpresas e
experiências. Então há alguns leveis que
você já viu antes e irá reconhecer, e alguns
gimmicks e elementos que você reconhecerá da
era do Mega Drive. Mas também há fases que
nós colocamos para ter certeza que há
conteúdo que você nunca viu antes.”
(Takashi Iizuka – Eurogamer)
Aposta no
co-op para o Episódio 2:
As maiores reclamações
do episódio 1 estão sendo atacadas no
episódio 2. Ainda há polêmica?
Claro que sim, afinal o fator birra está
presente nas discussões sobre este título.
Ela vai justamente em relação ao Tails. Não,
Tails não será jogável alone! Mas ele também
não será inútil, pois poderemos chamar pela
ajuda dele a qualquer momento. O jogo está
sendo estruturado com base nisso:

“Nós vimos o Tails pela primeira vez em
Sonic the Hedgehog 2. Naquela ocasião ele
veio como um seguidor, quase como um
personagem bônus. Sem o Sonic o jogo não
teria se defendido da maneira correta. Neste
jogo, nós fizemos questão de colocá-los no
mesmo campo do jogo, então ele não é apenas
um seguidor, ele é outro personagem jogável.
Assim nós incluímos elementos como o tag
action, que resulta em diferentes
comportamentos dependendo se você está em
terra, no mar ou no ar. O level design foi
criado com isto em mente. Você tem que
cooperar para completar os leveis. Haverá
certas seções e gimmicks em lugares do level
onde você tem que fazer certas tag actions.
É como se eles fossem igualmente importante
um para o outro, ao invés de ser o Sonic com
um companheiro. Esta foi toda a abordagem e
perspectiva que fizeram diferença em como
nós desenhamos os leveis e as diferentes
experiências do Episódio 1 para o Episódio
2.” (Takashi Iizuka – Eurogamer)
Aqui está o fator
inovação que havia sido prometido
anteriormente (Entrevista de Iizuka para a
Nintendo Power). O jogo está sendo
estruturado para ser co-op, tendo o Tails
participação fundamental. Se você estiver
jogando 2P, um controlará o Sonic e o outro
o Tails. Mas se estiver no single player,
você poderá chamar o Tails a qualquer
momento para lhe ajudar.
Particularmente para
mim, é algo criativo e bem pensado. Eu já
estou pensando em zerar o game com
diferentes pessoas via internet! Jogar junto
com um amigo, se divertir.
Diversão:
Aqui está o ponto onde
quero chegar. DIVERTIR! Está claro que a
SEGA está fazendo esforço para corrigir os
principais pontos atacados no episódio 1.
Não se enganem, até eu reclamei dos detalhes
abordados anteriormente. Não de maneira
birrenta, mas fiz críticas a problemas da
física, comentei sobre os gráficos (não
gostei do gráfico da Splash Hill e Casino
Street) e embora compreendesse o caráter
introdutório do episódio 1, não queria
excesso de rehash para o episódio 2. Na
minha opinião, o episódio 2 tinha a
obrigação de avançar e ser melhor que o
primeiro. Até o momento parece que estão
conseguindo cumprir isso. Para ter certeza,
só jogando.
A chance de
uma estratégica do jogo retro pode depender
do sucesso do episódio 2:
Bom, mas por que estou
falando isso? É que na entrevista o Iizuka
(que como expliquei, de fato tem o poder)
deixa claro que o episódio 3 dependerá do
sucesso do episódio 2, ou seja, o projeto
corre o risco de terminar. Veja bem:
“O que nõs quisemos alcançar na série Sonic
4 é lançar um título digital em
multiplas-plataformas incluindo os consoles
- mas não somente os consoles, mas também
incluir os dispositivos móveis.
Originalmente o Episódio 2 seria lançado
para 360, PS3 e iOS, mas agora nós temos o
Android e o Windows Phone também. É isso o
que nós estamos tentando alcançar como
projeto." (Takashi Iizuka – Game Spy)
“Obviamente, nós chamamos de Sonic 4:
Episódio 1, então nós já planejávamos o
Episódio 2 desde o momento que criamos o
primeiro. Mas na realidade nós só planejamos
o Episódio 2 quando criamos o Episódio 1.
Nós planejávamos o Episódio 2. Agora que nós
criamos o Episódio 2, estamos interessados
em ver o que o mercado pensa dele. Queremos
ouvir o feedback das pessoas. Queremos ver
quão bem será a perfomance. E então talvez
nós possamos olhar para o que fazer em
seguida.” (Takashi Iizuka –
Eurogamer)
Portanto, a continuação
do projeto de lançar game do Sonic visando o
mercado digital tem como ponto chave a
receptividade ao Episódio 2. É aqui que nós
fãs temos que entrar. VAMOS COMPRAR O JOGO!
Vamos criticar DECENTEMENTE o jogo. Vamos
largar a birra. Veja, a SEGA está ouvindo os
fãs e propondo as melhorias que inclusive eu
exigi que deveria ter ao episódio 2. Elas
estão podendo ser notadas. A SEGA está
tentando fazer a parte dela, vamos então,
nós, fãs, fazer a nossa parte e apoiar o
jogo.
Proponho largar a
birra. Tentar se divertir com o jogo. Se o
Episódio 2 fracassar, as chances de se ter
um jogo retro do Sonic diminuem
drasticamente também. Como assim?
Eu tenho a impressão
que muitos corneteiam Sonic 4 na esperança
de que com o fracasso do jogo, a SEGA volte
a desenvolver jogos ao estilo retro. Não sou
contra a idéia da SEGA investir no
desenvolvimento de jogos retro de maneira
análoga ao que a Capcom fez com Mega Man 9,
contudo eu acho que há espaço tanto para
projetos como Sonic 4 quanto para
desenvolvimento de jogo retro.
O meu raciocínio é o
seguinte. Ao apostar nos dois tipos de
projeto, isso poderá fortalecer o Sonic no
mercado digital que automaticamente
fortalecerá o ouriço nos seus títulos de
mídia física. Portanto, seria mais prudente
ajudar o projeto do Sonic 4, principalmente
neste episódio 2 que será crítico para a
sobrevivência do Sonic na estratégia de
lançar jogos para o mercado digital, e pedir
que se crie uma nova estratégia. Desta forma
ficaríamos com dois projetos para a mídia
digital.
Apontei neste artigo
motivos para deixar a birra de lado e
começar a agir como fã de verdade. Realmente
apoiando o Sonic. Apoiar não significa ter
que gostar de tudo, significa jogar, tentar
se divertir e criticar o jogo
construtivamente. Você que já está aquecendo
a corneta para usá-la logo após o lançamento
do episódio 2, reveja seus conceitos. Você é
realmente fã ou só quer fazer barulho?