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Um preconceito chamado Vídeo-game

Título: Um preconceito chamado Vídeo-game
Data:
13/01/08 - 14:13:41
Por:
Fast the Hedgehog

 

 

Um preconceito chamado Vídeo-game

Uma pequena reflexão da sociedade e da mídia sobre o vídeo-game.

 

         É com muito orgulho que eu, Fast, publico a minha segunda matéria no espaço que a Power Sonic oferece aos colunistas. Lendo a coluna do Seth, “Até onde os jogos de violentos afetam a realidades?”, eu me toquei sobre um preconceito, que ocorre com muita freqüência, tanto na mídia, quanto na cultura de uma determinada população, que não é o racismo, não é religioso e não é social. Você, que está lendo essa matéria, provavelmente vai achá-lo muito menor que os citados acima, mas para vivermos com ética, devemos sempre agir com equilíbrio, sabedoria e com respeito para sermos seres-humanos dignos. Então, no meu conceito de vida, preconceito não tem escala, ou você é, ou você não é.

        

- Contexto Histórico                                            

 

         No inicio dos anos 90 até o final século vivenciamos a era de ouro da curta história, porém repleta de revira-voltas, do vídeo-game. Foi uma época de glória, talvez a única, para Sega e para Nintendo, essa última ainda vive bons momentos, com o Mega-Drive e Super Nintendo, respectivamente, que faziam lutas sangrentas e digladiou-se até a morte de ambos, porem no final da batalha, quem acabou dando-se melhor foi a Nintendo, isso se considerarmos os sucessores dos vídeo-games da Nintendo e da Sega.

 

          No final das contas, a Nintendo ficou consagrada na era 16-Bit pelo seu Marketing que sempre prestigiou as crianças, sempre levou o lado bom do vídeo-game, aquele lado didático. Não é a toa que um dos grandes legados que a Nintendo ainda carrega seja o selo “For Kids”.

 

- O Preconceito

 

         Bem, muitos devem estar-se perguntando: “O que diabos isso tem haver com o preconceito no vídeo-game?” Tem tudo, e a Nintendo é uma das grandes culpadas por esse preconceito.

        

         A época de 16-bits foi à era dourada dos jogos, mas não foi a era capitalista do vídeo-game, a qual nos vivemos hoje, ou seja, a industria de vídeo-games estava engatinhando, era à base de uma pirâmide, e por isso, tudo que fosse feito naquela época seria guardado e cultivado, quando chegou à era capitalista do vídeo-game, isso é, com o amadurecimento da industria do vídeo-game, germinou e desencadeou grandes eventos como a distorção da imagem do vídeo-game para a mídia e a cultura.

 

         A imagem do vídeo-game nos anos 90 era “um brinquedo para as crianças” e foi assim que o mercado se comportou, mas no momento em que o mercado amadureceu, esse notou que poderia fazer dinheiro com jogos de qualquer faixa etária, mudando o conceito do vídeo-game, então houve um colapso na relação Videogame X Cultura & Mídia. Esse colapso gerou o preconceito com o vídeo-game.

 

         No dicionário, a palavra Preconceito tem o seguinte significado:

          S.m. Forma de pensamento na qual a pessoa chega a conclusões que entram em conflito com os fatos por tê-los prejulgado. — O preconceito existe em relação à quase tudo.

        

         Conclusões precipitadas? Isso resume o preconceito com os vídeo-games? Talvez, mas o fato é que a Indústria do vídeo-game evoluiu muito rápida em 17 anos e definitivamente, não é possível mudar a mentalidade de uma população nesse curto espaço de tempo, por isso, o vídeo-game só ganha destaque nos grandes jornais, do mundo inteiro, quando o assunto é “violência nos vídeo-games”. 

 

- Participação do Vídeo-game na mídia

 

         Hoje a participação do vídeo-game na mídia, pelo menos no Brasil, é quase zero. Podemos salvar alguns meios de comunicação, como nos Jornais ou a Internet, mas os grandes centros de comunicação que é a Rádio e a televisão, não possui nenhum tema abordando o vídeo-game, exceto é claro, quando o assunto é “violência no vídeo-game”.

 

         Os veículos de comunicação que eu citei acima, o Jornal e a Internet, são os veículos profissionais, excluindo sites de fãs, sites como UOL e Terra são um dos poucos que dão um espaço para o vídeo-game, mas mesmo assim é muito pouco.

 

         As revistas brasileiras de vídeo-games são uma negação de tudo que o jornalismo ou o próprio vídeo-game representa. Revistas como EGM,  Nintendo World, entre outros, infelizmente, copiam as matérias das revistas americanas e o alto custo dessas revistas acabam tornando-as inviáveis para o público geral.

 

- Preconceito do vídeo-game na sociedade

 

         É muito chato dizer isso, mas infelizmente a sociedade brasileira é facilmente influenciada pela mídia brasileira, então se um brasileiro comum vê a noticia “Jovem viciado em jogar GTA mata duas pessoas no Acre”.Ele vai pensar: “Isso tudo é culpa desses vídeo-game moderno que só tem coisa violenta”. Não é só culpa da sua ignorância, mas também culpa do veiculo de imprensa que conduziu a noticia de forma errada. Transformou uma noticia comum em uma noticia sensacionalista e isso, meus amigos leitores, influi diretamente na sociedade brasileira que então gera o preconceito com o vídeo-game.

 

         O preconceito com o vídeo-game vai continuar existindo, por parte da mídia e da população, enquanto continuar essa mentalidade de “vídeo-game é coisa pra criança e não pode ter violência”.

 

         - Fast The Hedgehog