Uma pequena reflexão da sociedade e da mídia
sobre o vídeo-game.
É com muito orgulho que eu, Fast,
publico a minha segunda matéria no espaço que a
Power Sonic oferece aos colunistas. Lendo a
coluna do Seth, “Até onde os jogos de
violentos afetam a realidades?”, eu me
toquei sobre um preconceito, que ocorre com
muita freqüência, tanto na mídia, quanto na
cultura de uma determinada população, que não é
o racismo, não é religioso e não é social. Você,
que está lendo essa matéria, provavelmente vai
achá-lo muito menor que os citados acima, mas
para vivermos com ética, devemos sempre agir com
equilíbrio, sabedoria e com respeito para sermos
seres-humanos dignos. Então, no meu conceito de
vida, preconceito não tem escala, ou você é, ou
você não é.
- Contexto
Histórico
No inicio dos anos 90 até o final
século vivenciamos a era de ouro da curta
história, porém repleta de revira-voltas, do
vídeo-game. Foi uma época de glória, talvez a
única, para Sega e para Nintendo, essa última
ainda vive bons momentos, com o Mega-Drive e
Super Nintendo, respectivamente, que faziam
lutas sangrentas e digladiou-se até a morte de
ambos, porem no final da batalha, quem acabou
dando-se melhor foi a Nintendo, isso se
considerarmos os sucessores dos vídeo-games da
Nintendo e da Sega.
No final das contas, a Nintendo ficou
consagrada na era 16-Bit pelo seu Marketing que
sempre prestigiou as crianças, sempre levou o
lado bom do vídeo-game, aquele lado didático.
Não é a toa que um dos grandes legados que a
Nintendo ainda carrega seja o selo “For Kids”.
- O Preconceito
Bem, muitos devem estar-se perguntando:
“O que diabos isso tem haver com o
preconceito no vídeo-game?” Tem tudo, e a
Nintendo é uma das grandes culpadas por esse
preconceito.
A época de 16-bits foi à era dourada
dos jogos, mas não foi a era capitalista do
vídeo-game, a qual nos vivemos hoje, ou seja, a
industria de vídeo-games estava engatinhando,
era à base de uma pirâmide, e por isso, tudo que
fosse feito naquela época seria guardado e
cultivado, quando chegou à era capitalista do
vídeo-game, isso é, com o amadurecimento da
industria do vídeo-game, germinou e desencadeou
grandes eventos como a distorção da imagem do
vídeo-game para a mídia e a cultura.
A imagem do vídeo-game nos anos 90 era
“um brinquedo para as crianças” e foi assim que
o mercado se comportou, mas no momento em que o
mercado amadureceu, esse notou que poderia fazer
dinheiro com jogos de qualquer faixa etária,
mudando o conceito do vídeo-game, então houve um
colapso na relação Videogame X Cultura & Mídia.
Esse colapso gerou o preconceito com o
vídeo-game.
No dicionário, a palavra Preconceito
tem o seguinte significado:
S.m.
Forma de pensamento na qual a pessoa chega a
conclusões que entram em conflito com os fatos
por tê-los prejulgado. — O preconceito existe em
relação à quase tudo.
Conclusões precipitadas? Isso resume o
preconceito com os vídeo-games? Talvez, mas o
fato é que a Indústria do vídeo-game evoluiu
muito rápida em 17 anos e definitivamente, não é
possível mudar a mentalidade de uma população
nesse curto espaço de tempo, por isso, o
vídeo-game só ganha destaque nos grandes
jornais, do mundo inteiro, quando o assunto é
“violência nos vídeo-games”.
- Participação do Vídeo-game na mídia
Hoje a participação do vídeo-game na
mídia, pelo menos no Brasil, é quase zero.
Podemos salvar alguns meios de comunicação, como
nos Jornais ou a Internet, mas os grandes
centros de comunicação que é a Rádio e a
televisão, não possui nenhum tema abordando o
vídeo-game, exceto é claro, quando o assunto é
“violência no vídeo-game”.
Os veículos de comunicação que eu citei
acima, o Jornal e a Internet, são os veículos
profissionais, excluindo sites de fãs, sites
como UOL e Terra são um dos poucos que dão um
espaço para o vídeo-game, mas mesmo assim é
muito pouco.
As revistas brasileiras de vídeo-games
são uma negação de tudo que o jornalismo ou o
próprio vídeo-game representa. Revistas como
EGM, Nintendo World, entre outros,
infelizmente, copiam as matérias das revistas
americanas e o alto custo dessas revistas acabam
tornando-as inviáveis para o público geral.
- Preconceito do vídeo-game na sociedade
É muito chato dizer isso, mas
infelizmente a sociedade brasileira é facilmente
influenciada pela mídia brasileira, então se um
brasileiro comum vê a noticia “Jovem viciado em
jogar GTA mata duas pessoas no Acre”.Ele vai
pensar: “Isso tudo é culpa desses vídeo-game
moderno que só tem coisa violenta”. Não é só
culpa da sua ignorância, mas também culpa do
veiculo de imprensa que conduziu a noticia de
forma errada. Transformou uma noticia comum em
uma noticia sensacionalista e isso, meus amigos
leitores, influi diretamente na sociedade
brasileira que então gera o preconceito com o
vídeo-game.
O preconceito com o vídeo-game vai
continuar existindo, por parte da mídia e da
população, enquanto continuar essa mentalidade
de “vídeo-game é coisa pra criança e não pode
ter violência”.
- Fast The Hedgehog