Apesar das reservas, Sonic e eSports é uma combinação que pode dar certo

Apesar das reservas, Sonic e eSports é uma combinação que pode dar certo

Como em qualquer indústria, a maior parte das tendências no mundo dos videogames vem e vão. Mas algumas delas acabam virando parte permanente deste mundo, muito por conta do seu sucesso e também pela capacidade de se renovar continuamente ao longo dos anos.

Neste sentido, o cenário competitivo de videogames é algo que faz parte da indústria desde seus primeiros passos. Jogos antigos nos fliperamas das casas de jogos, incluindo aí games da franquia Sonic, mantinham a tabela de pontuação dos melhores jogadores da área justamente para instigar o senso competitivo do público. Senso esse que se transformava em fichas gastas nas máquinas, em tentativas de pegar o primeiro lugar de um Pac-Man ou de um Space Invaders.

Da mesma forma, Sonic também carrega esse elemento desde a sua origem. Quanto mais rápido o jogador for em terminar um estágio, e quanto mais argolas ele conseguir carregar até o fim da fase, mais pontos ele terá na contagem final. Esse recorde também serve para estimular a “virada” do jogo mais de uma vez, na busca por uma pontuação cada vez maior a ser registrada no cartucho de algum console da Sega.

Logo, não é surpresa que o cenário de eSports tornou-se um dos elementos mais fortes da indústria de videogames em tempos recentes. O espírito de competição que já atraiu os jogos do Mario para essa indústria, pode fazer de Sonic no futuro parte dos eSports – caso as reservas quanto à indústria dentro da Sega sejam um dia eliminadas.

Reservas, conforme o esperado

É de conhecimento dos fãs da indústria dos jogos que as produtoras de videogames japonesas, apesar de produzirem produtos com tecnologia de ponta, não são conhecidas por terem um perfil “arrojado” no mercado. Ao contrário, tais companhias são extremamente conservadoras quanto ao tratamento das suas franquias, perdendo assim oportunidades preciosas de aumentar sua base de fãs por conta de suas reservas frente a novidades da indústria.

Esse é o caso da relação atual entre Sonic e eSports. É uma união que pode até parecer inusitada à primeira vista uma vez que os eSports em tempos atuais estão muito mais associados a jogos multiplayer, como League of Legends e Counter-Strike: Global Offensive. Mas mesmo a Nintendo, conservadora do jeito que é, já mostrou que é possível entrar nesse “mundo” por meio do seu campeonato de Super Mario Bros., cuja primeira edição foi realizada ainda na década de 1990.

No caso, o atual chefe da Sonic Team, Takashi Iizuka, não vê o jogo base do ouriço como um potencial candidato a eSport. Em uma entrevista para o website japonês 4Gamer, ele declarou que vê uma potencial entrada de Sonic nesse mundo a partir de outros tipos de jogos, uma vez que a companhia obteve relativo sucesso em desenvolver algo não tão comum para a franquia com o jogo de corrida, Team Sonic Racing.

Oportunidades estão aí

As reservas de Iizuka frente ao que temos atualmente como eSports faz sentido, uma vez que um jogo de ação e plataforma não é a primeira coisa que vem em mente quando pensamos no cenário. Mas o pioneirismo aqui pode ser recompensador para a Sega.

No ano de 2019, os eSports possuíam arrecadação estimada em mais de um bilhão de dólares. 450 milhões de pessoas, sendo quase metade fãs dedicados do cenário, assistiram a eventos de eSport. E o Brasil é um dos maiores mercados globais, sendo o terceiro maior em termos de audiência de eSports no planeta. Por isso é que mais e mais canais de comunicação tem se voltado a esse mundo. O canal de esportes tradicionais ESPN é um deles, com seções dedicadas a eSports em seus websites e transmissões de eventos desde 2017 no Brasil. A Betway, plataforma de apostas em eSports, oferece em seu portal as chances de vitória de grandes e pequenos clubes de eSports nos vários campeonatos que tomam lugar mundo afora. Até mesmo a gigante da comunicação nacional, a Rede Globo, entrou na onda por meio do portal Globo Esporte, pelos canais SporTV, e também por meio da organização patrocínio da Game XP, evento que trouxe atletas, times e outras personalidades dos eSports para o Parque Olímpico no Rio de Janeiro em 2019.

Expandindo mercados

Quando se trata de estampar uma marca em um novo local, o primeiro cálculo a ser feito é o potencial retorno financeiro que essa exposição trará sobre o investimento a ser dispendido. Mas no caso de Sonic, o benefício maior seria quiçá a introdução do ouriço a um público que só ouviu falar do mesmo por meio dos vários memes associado ao mesmo.

Um grande exemplo é o filme da franquia, que claramente atingiu esse objetivo. O mesmo quase quadriplicou o orçamento estimado em 81 milhões de dólares em sua produção, arrecadando 306 milhões em sua curta estadia nas salas de cinema. Seu sucesso levou ao anúncio de um segundo filme, que contará ainda com Ben Schwartz narrando o herói, e Jim Carrey no papel do vilão Robotnik.

Para alguns fãs, um filme de Sonic à primeira vista quiçá não faria muito sentido. E o roteiro do filme, que é infelizmente bastante genérico, serviria como prova para tal. Entretanto, são as performances dos atores e a novidade de ver Sonic nas telas de cinema que faz o filme ser tão atraente para pessoas de todas as idades em mercados mundo afora.

Sonic nos eSports pode ter um efeito semelhante. Ele ajudaria a abrir portas para que outros jogos de plataforma explorassem esse novo mundo mais a fundo, angariando novos fãs para os jogos da série, e também servindo como validação para cenários como o de “speedrun”, um nicho que mantém vivo o legado de jogos como os de Sonic. É um cenário onde todos os envolvidos só têm a ganhar.

Conteúdo elaborado por colaboradores independentes da Power Sonic

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3 Responses to Apesar das reservas, Sonic e eSports é uma combinação que pode dar certo

  1. RChaos disse:

    Não consigo ver nenhum jogo do Sonic em Esports, talvez em speed run…
    Mas isso não impede a Sega de pensar na promoção do personagem nesse grandes eventos. Seria ótimo ver o Sonic de novo como garoto propaganda nos mundo dos esportes.

  2. Stephaniesaits disse:

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  3. S.T.K. disse:

    Nesse caso a franquia Sonic teria duas opções: De ter um evento anual próprio de algum jogo lançado (ou pré-lancamento) sendo competitivo ou um evento que englobasse outras franquias de plataforma (fazendo competição de speed run) e assim formar um evento (ex: a EVO que é pra jogos de luta). Fora isso não vejo a franquia se dando bem. Esse negócio de Esports pelo que eu vejo é coisa mais de jovenzinhos nutella e não pra adultos como eu. É só ver os jogos desse evento que é tudo modinha.

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