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Segundona: A vez dos coadjuvantes
Em nossa última coluna falamos sobre um paralelo entre os anos de 1995 e 2005 com o ano de 2015. Se você não viu, confira aqui. Hoje vamos falar sobre os jogos dos coadjuvantes da série.
A vez dos coadjuvantes
Por: HKº
Quase 25 anos de série Sonic renderam vários games inesquecíveis e outros nem tanto. Com uma grande quantidade de personagens, a série Sonic viu também nascer alguns jogos dos coadjuvantes da série. Bom, talvez chamar de coadjuvante não seja exatamente o termo mais adequado, afinal Knuckles, Tails, Eggman e Shadow estão dentre os personagens principais da série. Mas a idéia é destacar que são jogos da franquia que não levam o nome da grande estrela. Você já jogou todos eles? Vamos fazer rápidas considerações sobre os games.
Dr. Robotnik’s Mean Bean Machine: Quando um jogo do Dr. Robotnik foi anunciado todos imaginavam, enfim, poder jogar com o vilão em suas tramóias e até quem sabe combater o Sonic. Mas o jogo que leva o nome do vilão não é beeem assim, tanto que o próprio vilão é o chefe final do game. Baseando-se no game Puyo Puyo, Dr. Robotnik’s Mean Bean Machine é uma espécie de hack oficial do game. Bem divertido, é um ótimo jogo para se jogar especialmente de dois jogadores. Eu particularmente adoro jogar esse jogo. O ano é 1993 e o console Mega Drive, além de uma versão 8 bits para Game Gear e Master System.
Tails and the Music Maker: E até o desconhecido Sega Pico teve um jogo desconhecido com o Tails. Em Tails and the Music Maker você faz parte de um mundo musical e no livro interativo do game, contará com diversos mini-games. A maioria é relacionado à música, mas alguns são mini-games tradicionais, como o do sapo na lagoa. O ano é 1994 e o console Sega Pico.

Tails’ SkyPatrol: Em Tails’ SkyPatrol você comanda Tails que tem a ingrata missão de expulsar uns baderneiros (uma Esquadrilha Aérea) que tomaram conta do pedaço. Para isso, sempre voando, você usará o Tails para expulsar uma série de inimigos. É um jogo bem divertido e um tanto desafiador. O ano é 1995 e é exclusivo de Game Gear.
Tails Adventures: Jogo que começa uma polêmica já no título. Na tela-título o jogo é chamado de “Adventures”, mas toda a referência no manual e pela Sega é de “Tails Adventure”. É um dos jogos mais bem elaborados da série Sonic nos 8 bits. Você está no Sul do Pacífico e uns patos do mal invadiram a ilha. E agora cabe a você, Tails, usando bombas e uma série de artefatos expulsar os patos do lugar. Para isso Tails usará veículos especiais, armamentos. O jogo mistura elementos de RPG e ação. Esse jogo traz a curiosidade de ter um enredo diferente no manual japonês e inglês. O ano é 1995 e o jogo é exclusivo de Game Gear.
Knuckles’ Chaotix: O 32X foi um fracasso e para tentar alavancar o console a Sega teve a idéia de lançar um game exclusivo que trouxesse Knuckles. Além de Knuckles, uma série de personagens (os Chaotix) passam uma aventura na Carnival Island tentando deter mais um plano de Dr. Robotnik e seu robô Metal Sonic. O jogo trouxe o então inédito sistema de duplas, com várias combinações de personagens, sempre unidos por meio de um anel, que garante uma jogabilidade bem diferente do padrão da série. Do tipo “ame ou odeie”, Knuckles’ Chaotix não costuma ser muito citado entre os fãs (embora eu particularmente adore o game). Nunca mais foi relançado em nenhuma coletânea. O ano é 1995 e o console 32X.
Shadow the Hedgehog: E muitos anos após os anos 90, foi a vez do Shadow ganhar seu próprio jogo, após uma enquete dos fãs sugerirem que o Shadow merecia um game solo. E a Sega resolveu inovar e sem medo: Shadow usa armas para expulsar ETs em um game que narra mais detalhes de sua história e de seu destino. O jogo não agradou geral, mas ainda assim há quem ainda sonha que um dia virá um Shadow the Hedgehog 2, algo quase tão improvável quanto o famoso Sonic Adventure 3. O ano é 2005 e o jogo é multiplataforma.
Os jogos dos coadjuvantes da série aproveitam para usar um estilo diferente de jogabilidade e de game. Nem por isso desagradam. Dr. Robotnik’s Mean Bean Machine é um jogo para ficar horas jogando sem compromisso; Tails and the Music Maker possui mini-games divertidos; Tails’ SkyPatrol é desafiante; Tails Adventures é um jogo longo, complexo, para quem tem paciência de sentar horas e horas para detonar o game; Knuckles’ Chaotix com sua variedade de personagens, aproveita o potencial do 32X em um game veloz e com belos gráficos e trilha; e Shadow the Hedgehog quebra o estilo tradicional da série e apresenta uma proposta bem diferente.
Já faz 10 anos que os demais personagens não ganham um título. Não estaria na hora de alguém ganhar um jogo próprio? Que personagem você sugeriria? Que tipo de game faria? O que você achou desses jogos? Aproveite e mande a sua interação!
Segundona: Há 20 e 10 anos atrás…
Na semana passada retomamos nossa coluna semanal, a Segundona. Falamos sobre o ano de 2015. Coincidentemente, após questionarmos a viabilidade do projeto Sonic Boom, um novo jogo da série foi anunciado esta semana… bom, se você ainda não viu ela, veja aqui. Hoje vamos voltar no tempo e fazer um paralelo de 2015 com 1995 e 2005.
Há 20 e 10 anos atrás…
Por: HKº
Realmente, parece que 2015 se resumirá a Sonic Boom: Fire & Ice e Sonic Dash 2: Sonic Boom. Enfim, a Sega insiste no erro… ah sim, claro, temos Mario & Sonic em produção. Mas, vamos fazer uma viagem no tempo e vamos voltar há 20 e 10 anos atrás. Não, não vamos falar de 2010, mas sim sobre 20 anos atrás e depois sobre 10 anos atrás. Como estava o mundo de Sonic?
Há 20 anos atrás, em 1995, o Mega Drive começava a entrar numa crise. O Sonic de certa maneira ficou na geladeira. Foi um ano um pouco perdido. A Sega tentava dar uma sobrevida ao Mega Drive com o 32X, e para ajudar a emplacar foi lançado o game Knuckles’ Chaotix, trazendo pela primeira vez o Knuckles em um game próprio. Knuckles e outros personagens foram introduzidos num game que explorou bem o potencial do 32X, com um inédito sistema de duplas e diversos novos personagens. Não fora só o ano de Knuckles, mas também de Tails, que ganhou dois games: Tails Sky Patrol e Tails and the Music Maker. Curiosamente, em 1995 foi um ano de vários jogos nos 8 bits: Tails Sky Patrol, Sonic Labyrinth e Sonic Drift 2 deram as caras. Ainda que em um ano de baixa do Mega Drive, o Sonic se mantinha ativo, com vários jogos.
Já há 10 anos atrás, em 2005, foi a vez de outro personagem ser protagonista de um game próprio. Se em 1995 foi a vez de Knuckles e Tails, agora era a vez do ouriço Shadow, mandando bala (com o perdão da infeliz piada marota) em um mal sucedido jogo de tiro. Apesar de amplamente criticado, o insucesso de Shadow the Hedgehog acabou sendo balanceado neste mesmo ano com o lançamento de Sonic Rush, Sonic Gems Collection. Neste mesmo ano tivemos vários relançamentos.
Enfim, que lição 1995 e 2005 nos deixam? Foram anos de baixa, mas ainda assim foram balanceado com bons jogos. Já em 2015 aparentemente não há algo para contrabalancear o ano. O trailer de Sonic Boom: Fire & Ice parece indicar um bom jogo, mas o problema de Sonic Boom é conceitual como já tivemos oportunidade de falar anteriormente. Enfim… que lições o passado nos mostra? Como podemos salvar o presente e garantir o Good Future? Esperemos que a Sega corrija os rumos da série.
Segundona: Pense Bem e as edições do Sonic
Estamos de volta hoje com mais uma coluna Segundona. Na última, do dia 02 de março, discutimos sobre onde está o público do Sonic. Se você não viu, confira aqui. Hoje falaremos de um interessante brinquedo e a sua relação com o ouriço.
Pense Bem e as edições do Sonic
Por: HKº
Se você tem mais de 20 anos talvez se recorde de uma grande febre dos anos 80 e 90: o Pense Bem. Era um brinquedo eletrônico em formato de computador (dos computadores da época), que possuía uma simples tela de led monocolor (vermelha) e uma série de botões que ativavam diferentes programações e jogos. O jogo servia como uma espécie de introdução a noções básicas de computação, já que se baseava em diferentes códigos que o usuário digitava e assim acionava uma determinada função.
Entre essas funções havia jogo da memória, composição de músicas, funções aritméticas e etc. Mas o grande destaque do Pense Bem era o caráter educativo, em que era possível responder a quizzes por meio de um livreto. Para isso havia uma pergunta e quatro respostas, que vinha marcada no livro com uma cor (vermelho, amarelo, azul e verde). Para responder, o usuário apertava o número do Livro (vinha no livreto) e ia respondendo a resposta correta apertando um dos botões/cor. Veja uma ilustração abaixo para entender melhor:
O Pense Bem foi um brinquedo inventado em Hong Kong e que foi “nacionalizado” em diversos países. No Brasil quem se encarregou de fazer a versão abrasileirada foi justamente a Tec Toy, que na época possuía a parceria com a Sega. O grande barato do Pense Bem era colecionar os diferentes fascículos de perguntas e passar horas e horas respondendo a elas. Dentre as edições mais populares, havia a da Família Dinossauros, Ayrton Senna, Copa do Mundo, Esportes e… Sonic!
Foram ao todo 3 edições do Sonic. Na edição “Uma Aventura Científica”, lindos artworks do Sonic ilustram perguntas ligadas à área das Ciências (pensado para escolares) com o Sonic. No “Alta Velocidade”, havia várias referências a coisas rápidas, como o próprio Sonic, Tails, automobilismo, vento, invenções e etc. E por fim houve o “Recordes e Façanhas”, que apresentava o Knuckles e fazia perguntas ligadas a curiosidades de casos extremos (o maior, o menor, o melhor, o pior e afins).
O que chama a atenção é a qualidade das ilustrações. Aqui na Power Sonic temos o download completo do fascículo “Uma Aventura Científica” e do “Recordes e Façanhas”. Infelizmente não conseguimos ainda o scan do “Alta Velocidade”. Você pode conferir eles em nosso link https://www.powersonic.com.br/stuff/revistas/revistas_geral.htm.
E você? Já chegou a ter um Pense Bem? Teve os fascículos do Sonic? Qual o seu favorito? E você que é mais jovem, ficou curioso de conhecer esse interessante brinquedo, que divertia o pessoal antes de haver os smartphones e computadores populares? Você pode emular ele aqui: http://labs.hardinfo.org/pb/#. Como jogar? Ali tem as instruções, e você pode baixar os fascículos aqui da Power Sonic e responder a eles :D. Conte a sua experiência. Veja abaixo detalhe exemplificativo de como jogar o Livro “Recordes e Façanhas”. Clique em “Leia Mais”.
Segundona: Onde está o público do Sonic?
Após uma pequena pausa, voltamos com nossa coluna semanal. Se você não viu nossa última, veja aqui, onde discutimos sobre o Realismo x Cartunismo. Na coluna de hoje trataremos de algo ligado à última declaração do Takashi Iizuka, sobre o Sonic para consoles:
Onde está o público do Sonic?
Por: HKº
Há alguns anos houve uma declaração por parte de representantes da Sega no sentido de que o público do Sonic estava na Nintendo. E é com base nesta premissa que foi realizada a parceria de exclusividade dos jogos do ouriço para consoles da Nintendo. Dessa leva saiu Sonic Lost World e Sonic Boom. Passado tudo isso a indagação que fica é: e estava certo isso? Realmente o público do Sonic está na Nintendo?
Há algumas semanas saiu a notícia da crise da Sega of America e de uma reestruturação e novas estratégias. Dentre elas, consta em comunicado oficial da Sega, o investimento de jogos do Sonic para Mobiles, como é o caso de Sonic Runner. Contudo, Takashi Iizuka declarou recentemente que não há planos de parar os jogos do Sonic para consoles.
Mobile, PC, consoles em geral ou exclusividade da Nintendo: onde está o público do Sonic? Os fatos parecem ter demonstrado que a parceria com a Nintendo foi um equívoco. Distorceram a série para tentar agradar o estilo nintendista e aparentemente isso não trouxe nada de positivo para a série. A introdução do Sonic para o PS3 e Xbox 360 foi um tanto apagada devido ao fato de que o jogo inaugural foi o Sonic 2006, mas os tempos são outros, outros jogos vieram e mostraram que o Sonic se dá bem em multiplataforma.
A Sega parece ter uma certa resistência em lançar jogos do Sonic para PC. Basta pensar que dos jogos pós SA, durante muito tempo tivemos Sonic Adventure DX, Sonic Heroes e Sonic Riders para PC. Dentre as razões estaria talvez a pirataria (e nisso todos nos lembramos da carinhosa declaração de Ken Balough), o que perdeu um pouco de sentido com os jogos Steam (inclusive tendo saído mais jogos após isso). Mas sempre que um game do Sonic é anunciado para PC, há um certo hype na comunidade, pois é a plataforma mais acessível para a maioria dos fãs.
A menos que haja uma séria restrição orçamentária, não vejo sentido em dar uma pausa temporária nos consoles, para se investir em Mobiles. Ninguém duvida da capacidade de rentabilidade de jogos para celulares e tablets, mas os 25 anos da franquia – a serem celebrados em 2016 – permite algo maior. Talvez até que a empresa realmente redefina todas as suas estratégias e se preparo com tudo para 2016, neste caso uma pausa para consoles e PC pode ser aceitável em 2015. Outro dia falávamos sobre a “pausa” da série. Quem sabe uma pausa dá uma reduzida no desgaste da imagem e tempo de preparar algo mais decente.
É pouco provável que uma nova estratégia de exclusividade com a Nintendo venha a acontecer e se isso ocorrer, seria realmente desastroso para a série. Novas distorções para agradar ao estilo nintendista só faria o barco afundar de vez. Em síntese, penso que uma pausa em 2015 (ressalvado mobiles) se for para lançar algo decente para multiplataformas e PC em 2016 (e aí pode entrar a Nintendo, mas não uma exclusividade, ou quem sabe títulos exclusivos, como foi o caso de Black Knight, Colors e Secret Rings, mas não exclusividade da franquia Sonic) pode ser a solução ideal. Os próximos meses são essenciais para que haja um planejamento para que os 25 anos do Sonic não sejam para apagar a vela de uma série decadente.
E você: onde você acha que está o público do Sonic? Você concorda com as últimas estratégias da Sega? Acha que foi um equívoco a parceria com a Nintendo? Os comentários estão abertos.











